“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. (Jo 1.1)

Falar do Verbo é falar da Razão, não somente da razão humana, mas da Razão de todas as coisas, da harmonia que rege o mundo: uma linguagem comum que facilita a primeira descrita. Tudo o que pertence ao mundo dos sentidos é feito de um material sujeito à corrosão do tempo. Ao mesmo tempo, tudo é formado a partir de uma forma eterna e imutável. Adão estava altamente consciente da sua tarefa que envolvia a execução da sua missão no Éden. Ele exercia um cargo de confiança, e administrava o Paraíso. É no significado que o pensamento e o discurso se unem em pensamento verbal. A função primordial da linguagem é a comunicação.

A comunicação por meio de movimento expressivos, observada entre os animais irracionais, não é tanto comunicação, mas antes uma difusão de afeto. O ganso atemorizado que de súbito se apercebe dum perigo e alerta todo o bando com os seus gritos, não está dizendo aos restantes o que viu, antes está contaminando os outros com o seu medo. A transmissão racional, intencional de experiências e de pensamentos a outrem exige um sistema Mediador. A comunicação real exige o significado, isto é, a generalização, tanto quanto os signos. Todavia, se o homem não tivesse a alma racional e se esta não tivesse a possibilidade de tornar-se pura, o homem se assemelharia aos animais irracionais, se esquivaria da capacidade humana, e abandonaria o próprio ser.

E foi justamente, o que ocorreu com o primeiro homem. Adão se desfez da responsabilidade de criar a si mesmo, se esquivou da responsabilidade de ser um instrumento universal em sua Liderança, e por não poder enfrentar a responsabilidade de domínio próprio, pela sua incompetência de liderança, não conseguiu superar a si próprio, quebrando a sua dinâmica de fortaleza física e psicológica. Os pensamentos são onde se dão as maiores batalhas. Quando se vence a vontade no pensamento, se vence também do lado de fora, e Adão sucumbiu entre os animais, a gênese do significado das Palavras, não tendo ninguém para culpar além de si mesmo. O Homem, um instrumento Universal, o Logos utilizado para todos os tipos de situações, a transmissão racional, intencional de experiências e de pensamentos, se atemorizou como o ganso, de súbito se apercebeu do perigo, e contaminou todas as ovelhas do aprisco, conduzindo-as ao abismo.

O Verbo, então, é o Homem que faz inteligível o incompreensível, a Mente de Deus. O Verbo denota os seus movimentos, por isso sua característica de “Dinamicidade”. A ideia é de que o sentido da vida, não é algo para procurar, mas algo para se criar, e o homem cria a sua própria vida. Adão tornou-se outro objeto, se desfazendo da responsabilidade de domínio próprio, e isto ajuda a compreensão da tensão entre o espírito e a carne. Portanto, Verbo (Logos), destina no seu conteúdo que está destinado a guiar a reflexão para duas realidades perfeitamente delimitadas: a própria vida, tal como cada um tenha sido capaz de vivê-la, e uma nova vida, plena de possibilidades. Quando o trauma é transformado, uma das dádivas da cura significa a admiração e reverência pela vida, como a que as crianças tem. O gesso não cura o osso quebrado; fornece um meio físico de apoio que permite que o osso inicie e complete seu próprio processo inteligente de cura.

Muitas pessoas preferem ser cuidadas e protegidas a enfrentar os riscos de lutar suas próprias batalhas. Os sábios punham no topo da agenda o abandono do egoísmo e a espiritualidade da compaixão. Concentravam-se naquilo de onde as pessoas deviam transcender-se: a estupidez, o egoísmo, o ódio e a violência.  Se as pessoas transcender-se, podiam pôr limites em e se tornarem hábeis no seu cerne espiritual. Diferente de todo o restante da criação, onde o Criador utilizava o termo “haja”, com o Homem o Senhor demonstra profunda consideração e planejamento, e emprega a frase: “Façamos o homem à Nossa Imagem, conforme a Nossa Semelhança”. A expressão “E domine o Homem”, o sistema de reconhecimento automático da voz, registrando as frequências sonoras que se emite quando se pronuncia uma palavra, isso dá a entender que há uma obra separada para cada homem, há um limite estipulado para cada existência humana, pois, o homem vai somente passar pelo mundo, não se está aqui para sempre. Tudo está em constante movimento, nada dura para sempre.

Qual é, no entanto, a natureza do “eu” verdadeiro que o homem ousado procura? Entrar em sintonia com algo de valor, de ter a capacidade de crescer por si mesmo, assimilar o passado, cicatrizar feridas, preparar perdas, reconstruir as formas destruídas para treinar a concentração e perseverar na capacidade de acumular forças.

O Líder deve não só pastorear sua própria alma, mas ter consideração constante pelas almas daqueles que estão sob seus cuidados, de educar-se para ser educador. Isso significa, basicamente, estar à altura daquilo que se ensina. O Líder precisa ser mestre e escultor de si mesmo em primeiro lugar, pois, para pastorear, têm de cuidar das ovelhas para que não se machuquem. “Sê sóbrio em tudo, vigiai”. (2 Tm 4.5) O Pastor deve olhar em sua volta e se conscientizar das ilusões que associou ao alcance dos objetivos materiais, e ir para um objetivo espiritual. As possibilidades de sucesso externo são limitadas, e um dirigente com pânico precisa orientar sua alma de maneira diferente, para desbloquear o impedimento que faz fluir a força. O homem foi criado para ir além de si mesmo. Tem coração aquele que conhece o medo, mas o domina. Aquele que vê o abismo altivamente, mas com olhos de águia, que agarra o abismo com garras de águia: “Mas aqueles que esperam no SENHOR renovarão suas forças. Voam alto como águias; correm e não se fatigam, caminham e não se cansam.”(Is 40)

Buscar a sabedoria é a essência e o objetivo da vida de um Líder. Provérbios é composto por “instruções”, formuladas como conselhos de um professor ou pai endereçado a um estudante ou criança, Provérbios são “ditos dos sábios”, que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida diária. Possuem um sentido lógico, e se faz provérbios para praticamente todas as situações. Nos “Ditos de Agur”, Deus é a Palavra Personificada: “Sou o mais tolo dos homens; não tenho o entendimento de um ser humano. Não aprendi sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo”. (Pv 30.1) Sendo Agur reconhecido como um sábio, ele diz algo surpreendente ao confessar que é pequeno demais diante do conhecimento de Deus.

O contexto do capítulo demonstra que ele, pelo crescente conhecimento do SENHOR, produz em seu coração, um crescente sentimento e consciência de humildade diante do Soberano Deus. A partir de então, ele lança um desafio aos seus alunos com perguntas: “Quem ajuntou nas mãos os ventos? Quem tem a capacidade de prender todas as águas na própria roupa? Quem subiu aos céus e desceu”? A interpretação que Agur oferece aos seus alunos, as ameaças externas não lhe parecerão mais assustadoras e tão gigantescas, porque eles extraem a suas forças em Deus. Por isso, eles respondem: “Ninguém é como o Nosso Deus”. Na Bíblia, o livro que exalta o Mediador dos dois mundos é o Evangelho de João. A Gênese do significado das Palavras é um instrumento universal da comunicação “Verbal”. E só existe um Mediador entre Deus e os homens: “Jesus Cristo”. As ideias perfeitas estão acima do mundo sensorial, e o Verbo é um atributo de Deus. O Verbo se fez carne para tornar o homem novamente participante do Mundo das Ideias. Tente tirar os arbustos de hera e as touceiras de bambu de seu quintal. Não os corte, mas arranco-os, pois o pânico precisa ser abordado no nível das raízes. O trauma é uma raiz profunda, e a última volta do arbusto de hera sufocará a Árvore. A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.

“MÔNICA DRUZIAN”

 

 

 

 

 

 

 

 

“O homem que saiu ao campo a procurar ervas, trouxe veneno em vez de alimento. E quando todos já estavam se fartando da refeição soou o grito: Morte na panela ó homem de Deus”. (2 Reis 4.40)

Eliseu foi aquele profeta escolhido por Deus para substituir Elias, e ele pediu a Deus porção dobrada do Seu Espírito Santo, e de fato, os discípulos de Elias passaram a seguir Eliseu depois que observaram que o Espírito profético de Deus repousou sobre Eliseu. Cerca de cem estudantes faziam parte da Escola dos Profetas comandados por Eliseu. As palavras e os fatos deste capítulo descreve a calamidade da fome sobre Israel. Mas, é admirável a forma como esta história começa, e sua primeira informação visa celebrar a presença de Eliseu voltando a Gilgal. (v.38) Há pessoas carecidas de paz. Há pessoas com a sobra do vazio dentro de si. Há diferentes formas de escassez, há também diferentes fontes para ela. A escassez coloca limites. A experiência da escassez é um produto exclusivamente humano. A abundância vem de Deus. Se Gilgal é lugar da Aliança, do Pacto de Fidelidade e Lealdade, por que haveria fome nesse lugar tão importante? Faltou o “domínio” do ingrediente.

A palavra mostra que havia muita fome naquela terra. Eliseu deu ordem a um de seus discípulos para que buscasse ervas para pôr no caldo. Este foi, porém, encontrou uma videira brava, e dela colheu grande quantidade, e mesmo não a conhecendo, voltou e a lançou dentro da panela, que se contaminou com o tóxico da parra brava. E quando todos já estavam se fartando da refeição, soou o grito: “Morte na panela ó homem de Deus”. Porém Eliseu disse: Trazei, pois, farinha. E deitou-a na panela e disse: Tirai de comer para o povo. Então, não havia mal nenhum na panela. (v.41) Eliseu estava altamente consciente da sua tarefa como Líder dos profetas. Os profetas estavam sendo preparados por Eliseu para o combate. As raízes da guerra são profundas. O profeta que não estiver preparado se assustará diante das adversidades. A fonte do ataque de pânico dos profetas foi encarar a morte, um descuido na alimentação. Se essa função estiver enfraquecida, qualquer quantidade de novas informações levará o sujeito à confusão e à sobrecarga.

Em vez de reter a informação que não faz sentido, a mente a esquece. Em meio a essa confusão, qualquer outro problema piora a situação, e circunstâncias comuns podem se transformar num pesadelo de frustração, medo, pânico e ansiedade. Pensamentos inúteis passam pela mente e a atenção se perde em um sentimento de terror, se movendo dentro da alma a pessoa fica paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa para apagar o pânico, e a desordem ameaça dominar a vida. Foi justamente o que aconteceu quando a videira brava procurou descoordenar e desajustar os profetas, e no comportamento desorientado da morte em potencial, eles se envolveram na teia da ultima volta, que é como tentar tirar arbustos de hera ou touceiras de bambu de seu quintal, cortando-o no nível do chão. O pânico precisa ser abordado no nível das raízes. O trauma é uma raiz profunda.

Quando o trauma é transformado, uma das dádivas da cura é a admiração e reverência pela vida, como a que as crianças têm. Quando Eliseu consegue renegociar o veneno com a farinha, ocorre uma mudança fundamental no interior dos profetas. A transformação é o processo de mudar algo em relação a seu oposto. Na transformação entre um estado de paz, existem mudanças fundamentais entre o sistema nervoso, sentimento e percepções, que são experienciados pela sensopercepção. O sistema nervoso oscila entre a imobilidade e a fluidez, as emoções flutuam entre o medo e a coragem, e as percepções vão da limitação à amplitude. O sistema nervoso recupera sua capacidade de auto-regulação por meio da “transformação”. As emoções começam animar em vez de “pôr para baixo”. Elas impelem para a maravilhosa capacidade de elevar, e o trauma é suavemente curado com sua unificação gradual. Quando um médico lida com um trauma físico, seu trabalho é apoiar a cura, lavar o ferimento, protegê-lo com uma bandagem ou gesso. O gesso não cura o osso quebrado; fornece um meio físico de apoio que permite que o osso inicie e complete seu próprio processo inteligente de cura.

Por que é que ter acesso às necessidades básicas parece tão pouco, tão sem sentido? É preciso ter motivo válido para viver e por isso, o homem atribui valor à causa, para dar sentido à vida. Para um individualista, não faz sentido se sacrificar pelo benefício de qualquer outra pessoa que não seja ele próprio. Por isso, o profeta descuidado trouxe morte para a panela. Mas Eliseu estava praticando a lealdade de deixar um “legado”, de deixar para seus profetas uma vida que tinha valido a pena. É esse estado de amorosidade e de generosidade que brota todos os dias entre pacientes com doenças incuráveis ou terminais. São pessoas que buscam, conscientemente, dar sentido às suas vidas antes que elas terminem. Seus olhos passam a perceber o mundo de outra maneira, e elas se sentem extremamente propensas a compartilhar sua nova visão. O que é mais importante? O significado da vida, por incrível que pareça, pode estar no olhar do seu cachorro.

E é assim, compreender o que é sagrado, tornando a vida cheia de significado, para que possa terminar os dias sem medo, sem pânico e em paz. Portanto, pessoas podem ser fieis, mas não serem leais. Fieis são aquelas que apenas se preocupam em não deixar de cumprir a promessa, mas muitas vezes desenvolvem estratégias para dissolver o acordado e não serem apanhadas na infidelidade de fato. Foram fieis ao que foi negociado na conduta por outros interesses. Lealdade é para poucos, e ela resulta de uma decisão consciente, uma forma de nobreza e tem a ver com sacrifício, pois se manifesta o melhor de uma pessoa. A lealdade está amparada em valores, não apenas em sentimentos. O oposta da lealdade é a traição. Lealdade é entrega absoluta, que não exige nada em troca. Deus deu a Eliseu um cargo de confiança, e o profeta ensinou aos seus alunos a ser “Leal”.

Eliseu mandou um de seus discípulos ir ao campo a fim de encontrar algo para comer. O seu discípulo em vez de colher vida para seus irmãos, trouxe morte, instrumento de desgraça no meio do povo. Cuidado com as coisas ruins que estrangulam o afeto. Israel passou a amar mais o sustento do que a Deus. O verdadeiro motivo do veneno mostra aos discípulos rebeldes o aviso para salvar e resgatar entre os cativos, pois, as ervas venenosas estão sendo assoladas dentro dos templos, provocando morte entre os irmãos. Há algo, portanto, mais importante a ser buscado : o amor torna a alma visível. Eliseu voltou para Gilgal, e o efeito danoso da erva foi neutralizado com a “Farinha”: “Removido”, “Provisão”, “Lugar da Páscoa”. “Eu Sou a Videira Verdadeira, e Meu Pai é o Agricultor. Eu Sou a Videira, vós os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer”. (Jo 15.1,5)

“MÔNICA DRUZIAN GOES”

Ref:

Pura Reflexão

A Filosofia da Lealdade -Josiah Royce

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

“FRUTO DOS LÁBIOS”

“Portanto, ofereçamos sempre por Ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu Nome”. (Hb 13.15)

O termo sacrifício provém do idioma latim, na qual a palavra sacrifícium significa “ofício sagrado”, “fazer algo sagrado”, conseguir um objetivo maior pelo qual se luta. O sacrifício é algo que exige um grande empenho e consistência, pois é algo que se faz por vontade, mas não significa que seja menos difícil ou complicado, só porque buscou realiza-lo. É doação, em troca de algo mais valioso ainda. Como por exemplo, a doação da vida em troca da vida de muitos: “Jesus Cristo”. Portanto, sacrifício é a oferta de alguma coisa muito preciosa a outrem.

O louvor é um ato de glorificar, enaltecer, dignificar, engrandecer, tornar majestoso. Então, o que significa sacrifício de louvor? O dicionário define sacrifício como a oferta de alguma coisa muito preciosa a outra pessoa. Ponto. Guarde esta definição. Louvor significa oferecer um fruto tão precioso a ponto de Glorificar o coração de quem recebe. A única coisa que realmente pertence ao homem, é o seu coração. Não há nada mais precioso do que o coração do homem, e é somente este fruto que Deus lhe pede.

Acontece que cada pessoa tem direito a ter apenas um coração e, uma vez que a pessoa já entregou seu coração a alguém, como oferecer a Deus sacrifício de louvor? Assim, sacrifício de louvor tem que ser pronunciado, porque é com os lábios que o ser humano mostra suas  atitudes. “Porque a boca fala do que está cheio o coração”. (Lc 6.45) O que se reivindica para manter ou perder está de acordo com sua maneira de falar. Há todo o tipo de guerra no interior do coração do homem. Mas, nenhum destes conflitos é ativado, até que a própria pessoa dá a voz para a destruição. Ao que o homem der voz, ele terá. “O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói”. (Pv 13.3)

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

“HIPÓCRITA”

“Orai Sem Cessar”. (1 Ts 5.17)

O apóstolo Paulo foi arrebatado e viu o Céu ainda em vida, vivenciou um magnífico momento. Toda essa questão com Paulo aconteceu porque ele teve uma visão incrível a respeito de coisas grandiosas de Deus. Essas visões foram tão grandiosas e incríveis que, para que não houvesse da parte dele qualquer glória sobre isso que lhe foi permitido ver, foi colocado nele um espinho na sua carne. Paulo orou ao Senhor de forma insistente para que fosse liberto desse incômodo. Porém, Deus lhe responde: “A Minha Graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Co 12.9)

Naturalmente, existe o processo de santificação, uma dinâmica cotidiana. Só que a santificação representa melhora a cada dia, não é estagnação, mas avanço. Por isso, a “ordenança”, o comando do apóstolo Paulo foi: “Orai Se, Cessar”. (1 Ts 5.17) A característica principal do Evangelho, e que demarca bem o período do Novo Testamento, definida como a bondade e o amor de Deus aplicados imerecidamente ao homem. Portanto, Graça é a Pessoa do próprio Deus. “E o menino crescia, e se fortalecia no espírito, cheio de sabedoria; e a Graça de Deus estava com Ele”. (Lc 2.40)

Crescer, fortalecer-se no espírito, cheio de sabedoria, assim aconteceu com profetas como Samuel, Elias, Eliseu, etc., e com Salomão em sabedoria, mas em Graça foi somente com o Senhor Jesus Cristo. O ministério de Paulo não foi destruído pelo mensageiro de Satanás, pelo espinho que o incomodava, porque a força de que ele necessitava vinha do próprio Espírito de Cristo, da benevolência, da misericórdia, da compaixão e clemência do Dom de Deus. Dessa forma, nenhuma adversidade conseguiria destruir o seu foco, pois, o mundo temporal resiste à destruição do poder maligno pela Graça Preservativa da Porta da Graça.  O reinado de Deus não é um conceito espacial nem estático, mas um conceito dinâmico.

Significa a soberania real de Deus em ação, primeiramente como oposta à soberania real humana, mas também a seguir como oposta a toda soberania no Céu e na Terra.  Portanto, é preciso ver as coisas como Deus vê e não como o ser humano vê. “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuida para que não caia”. (1 Co 10.20) Um indivíduo não tem que pensar para respirar porque a atmosfera exerce pressão nos seus pulmões e o força a respirar. Por isso é mais difícil prender a respiração do que respirar. Entretanto, existe uma atmosfera espiritual na Nova Aliança, Superior às outras, ou seja, um Deus introduzido na atmosfera terrestre: “Emanuel, Deus Conosco!” ”Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da Graça”. (Rm 6.14)

Como a linda árvore que dá frutos conforme sua origem, silenciosa se mostra e é vista por todos os olhos, tudo aquilo que parece difícil e desfavorável representa força. Uma comparação pode ajudar a entender o Ato da Graça. Cada som emitido pelo instrumento vem unido a uma determinada frequência que o define como tal nota, e, inversamente, cada nota realmente emitida soa. Daí que necessariamente, se o ser humano não estiver na Essência, não produzirá Graça. Que Graça é esta? É o perdão; e o perdão é a expressão maior do amor de Deus. Sois salvos pela Graça, pela Nova Aliança introduzida no meio dos homens através do sangue na Cruz. Paulo resumiu isso com muita propriedade: “Miserável homem que sou”. (Rm 7.24)

Quando a mente se ocupa das coisas temporais buscando nelas o seu fim, rebaixa-se a elas; mas quando se ocupa delas em ordem às bem-aventuranças, longe de rebaixar-se a Deus. Cada potência da alma é proporcionada a seu objeto: a potência auditiva não capta cores, a potência visual não atua sobre aromas, e o intelecto humano está acoplado ao corpo, e tem por objeto próprio a natureza das coisas existentes corporalmente na matéria. Mesmo as realidades mais espirituais são alcançadas através do sensível. Tudo o que nesta vida se conhece, é conhecido por comparações com as coisas sensíveis naturais. Nenhum filósofo até hoje foi capaz de abarcar sequer a essência de uma mosca. Portanto, as essências das coisas são desconhecidas ao homem, e ele é incapaz de expressar numa palavra todo o conteúdo essencial da palavra Graça.

A expressão verbal da Graça em cada língua, em um nível mais profundo, é da obrigação de retribuir um “Favor não Merecido”. É nesse contexto do caráter fragmentário da linguagem que se pode entender um dos significados essenciais para a compreensão da palavra “Agradecimento”, que é a retribuição e o reconhecimento do ser imperfeito que tende à perfeição. Portanto, somente é possível aproximar-se de Deus através da “Oração”, não por passos corporais, mas pela consideração da alma que é incorpórea e, no entanto, é forma de corpo. Por isso, o jejum não tem respaldo para obter bens materiais, sua finalidade é desligar-se da substancia material através do esquecimento imediato das necessidades físicas. O jejum não é nenhuma ordenança, por isso, sua prática se torna secundária, e enfatiza o reino espiritual, e é uma prática que interessa a quem pratica e para qual finalidade: “Fortalecimento da Alma”.

Oração e Jejum são sempre armas fortes para manter afastados os pensamentos ruins, derrubar fortalezas, e enfraquecem o poder das forças espirituais da maldade. O sacerdote Esdras e os que viajavam com ele precisavam de proteção para o que seria uma jornada longa e difícil. Esdras reuniu uma nova geração de exilados para que voltassem com ele, e fez periga viagem sem escolta. Esdras propõe aos exilados a fazer um jejum, porque ele havia dito ao rei que o seu Deus cuidaria dele e de seus companheiros. Dentro desse contexto, onde Deus recebe e atende o jejum do seu povo, o que agradou ao SENHOR foi a “humilhação” do povo na Presença do Altíssimo. O povo viajou até Jerusalém, somente pela Misericordiosa Graça de Deus. “Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu”. (Esdras 8.23)

Todo pensamento surge no entendimento, e sempre é precedido por dor ou prazer, alegria ou desgosto, etc. Qualquer luta subconsciente, inconsciente, submersa, converte-se em uma trava para a libertação da alma. Só na ausência do EU é possível experimentar ISSO que não é do tempo. Esta ausência do tempo entra na experiência não verbal como “Eternidade”, e quando o Ego é dissolvido e o metrônomo neural interno cessa, o tempo fica em suspenso. A afetividade sonha com uma eternidade ilusória, mas a “oração” constrói uma eternidade real. O que fará a distinção é a ação. Esdras entendia sobre jejum. Ele sabia que quando sua alma o impedia de receber uma resposta de oração a Deus, ele poderia discipliná-la através do jejum. Portanto, corpo, alma e espírito andam juntos pela Graça, Deus Conosco.

Deus muda o “caráter” e também o “temperamento” do homem. Isso é o fruto que o Espírito Santo gera na alma. A alma é quem dirige o corpo. Quando o homem jejua ele está fazendo algo contrário ao desejo da alma. O homem sujeita-a a vontade de Deus e não à dela mesma. Assim, jejuar significa o espírito dizer a alma: o seu poder de escolha está muito forte e é preciso enfraquecê-la. Portanto, almas exaustas e desgarradas, denotam homens derrubados e prostrados no chão, como ovelhas que não têm Pastor. O Ego precisa compreender o que o jejum faz com ele, e não com Deus. Jejuar é abster-se de alimentos. Quando o homem fica sem comer determinado período, ele está disciplinando sua alma que, consequentemente, implicará em uma disciplina no corpo físico. Claro que quem melhor se prepara melhor se qualificará. O homem é um espírito, que possui uma alma, que habita em um corpo. Portanto, uma oração ininterrupta é colocar a ação da vontade humana de acordo com a vontade de Deus. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração, vigiando com ações de Graça”. (Fp 4.6)

Todos os seres vivos participam do Puro Ato da Graça de Deus. A atividade de todos os seres decorre da sua natureza. A mulher germina, cresce, floresce e dá filhos porque é mulher. Está na sua Essência ser mulher. A mangueira germina, cresce, floresce e dá mangas porque é mangueira. Deus age perfeitamente como causa primeira, mas requer o agir da natureza como causa segunda. Uma lei ou princípio não pode ser mudado. Como um poder que nunca precisa de repouso, um fogo capaz de penetrar todas as coisas, uma substancia refinada imanente em todo o universo, contendo dentro de Si mesmo as condições e os processos, todo homem sábio ajusta sua vida na Graça da Sua Misericórdia, que “sustenta todas as coisas pela Palavra do Seu Poder.” (Hb 1.3)

O homem não foi destinado a viver como escravo no mundo, mas foi destinado para caminhar na liberdade que Jesus Cristo conquistou, de desgraçado para agraciado. O apóstolo que foi arrebatado e viu o céu ainda em vida, mesmo sendo um cristão, ele era um miserável. O dicionário revela o que miserável significa: desprezível, torpe, vil, insignificante, reles, ínfimo, desgraçado, infeliz, mísero. Paulo teve essa percepção: mesmo sendo cristão era um desgraçado pecador. Para ser agraciado pelo Senhor, ele precisava permitir ser afligido por um mensageiro de Satanás, esbofeteado para que não se exaltasse pela grandeza das revelações que recebeu. Paulo era um mero humano, apenas salvo somente pela Graça imerecida de Deus, e dependia unicamente do Espírito Santo para continuar debaixo da Graça. Todos carregam na alma lodo do pior tipo: a hipocrisia. “Miserável homem que sou”…

“MÔNICA DUZIAN”

 

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

“POR QUEM OS SINOS DOBRAM?”

“E, estando por detrás, aos Seus pés, chorando, começou a regar-Lhe os pés com lágrimas, e enxugava- Lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-Lhe os pés, e ungia- Lhos com o unguento”. (Lc 7.38)

Nos repiques dos sinos há informações, e essa linguagem, cheia de mensagens cifradas, leva a pergunta óbvia, assim que os sinos de uma igreja começam um cântico fúnebre: “Por quem os sinos dobram? Ou, Quem morreu?”. O poema de John Donne diz: “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso, não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” Não é preciso dizer muito, para que o leitor compreenda uma história focada na solidão. Um ser humano não é apenas uma peça alheia, mas é uma pedra fundamental na construção da vida. O que vale ao final é “o bem maior”, pelo qual vale a pena se sacrificar. E em meio a todo o conflito, desesperança e crueldade, há espaço para o amor. Mas, prepare-se para perceber que na luta pela sobrevivência, existem mocinhos e vilões dos dois lados da trincheira, e que muitas vezes as pessoas se reconhecem no oponente, e precisam agir mesmo assim.

Na chama que sobe existem duas chamas: uma branca, que brilha e clareia, tendo uma raiz azul na ponta; outra vermelha, que é ligada à madeira e ao pavio que queima. A chama branca sobre diretamente para o alto e, embaixo, foca firme e vermelha, sem se desprender da matéria, provendo os meios para a outra arder e brilhar. O valor a conquistar da chama é a Luz. A Luz é então uma supervalorização do Fogo. A Iluminação é realmente uma Conquista. É preciso que a chama branca extermine e destrua as grosseiras que a alimentam, e a dificuldade que a chama grosseira tem para tornar-se chama branca, para conquistar este valor dominante, é a “Brancura”.  Talvez para quem os sinos dobram estivesse tão mal, que Judas sequer imaginou que os sinos dobravam por ele.

A vida não é feita de reviravoltas e grandes acontecimentos o tempo todo. A vida é feita da junção dos pequenos acontecimentos cotidianos e das pessoas com as quais se relaciona.  É preciso compreender os porquês dos julgamentos de cada fato. A chama purificada, purificante, clareia os olhos e a alma. É preciso queimar as iniquidades dos olhos e da alma que se alojam no coração, e quem brilha bem, brilha alto, pois, consciência e chama, têm o mesmo destino de verticalidade. Essa potencialidade precisa acordar. É preciso sair das amarras do passado que impossibilitam desabrochar e tentar, pois, a real tragédia da vida é quando o homem tem medo da Luz.

Quem pode removê-lo desse sino no momento em que um pedaço de si próprio está passando para fora deste mundo? É preciso confrontar os problemas, e a resposta para uma situação limite encontra-se na consciência existencial de cada ser humano. Todo sofrimento é experimentado por alguém que está vivo. Por isso, Cristo levará até o final Sua missão. Ele irá para a cruz, mesmo sabendo que existem ações erradas dos dois lados de uma guerra. Este sino que conta sobre a Sua aflição, faz brotar a chama da paixão que se aplica em cada ser humano. A simples chama da vela designa bem esse destino, ela que vai, deliberadamente, para o alto e volta ao lugar próprio de sua morada, depois de ter cumprido sua missão embaixo sem mudar seu brilho para nenhuma outra cor além de branca.  Portanto, não se deve deixar a Luz dormir, é preciso se apressar em acordá-la.

Em João 12.5, se tem uma fala de Judas Iscariotes onde ele estipula o preço do líquido que aquela mulher carregava no vaso de alabastro em trezentos denários, o que equivalia a um ano de salário de um trabalhador da época, ou, como simples curiosidade, dez vezes mais do que o valor que Judas mesmo recebeu para trair o Mestre. O poder da chama é sua influência sobre o homem. A luz penetra no homem através dos olhos, porém, exerce sua influência também sobre a iluminação da mente e da alma. O homem está condenado a ser livre, posto que sempre ele terá uma opção de escolha: mesmo diante de A, pode optar por escolher não- A e apagar seu brilho. Há momentos de extrema violência pelos relatos por seus próprios olhos, e o fim trágico é sua própria morte. E assim, de cada pequena morte, Judas construiu o caminho para a sua.

A luz da chama, com o fogo que sobe e desce, não é estática, mas muda constantemente de cor e forma; está em eterno movimento. Por isso o homem se deleita na contemplação do fogo, que lhe recorda seu próprio movimento interior, seu desejo de avançar e mudar, obter resultados, elevar-se constantemente. O episódio da Sarça Ardente é o primeiro encontro entre Deus e Moisés, e é a partir deste encontro que se inicia um relacionamento. Esta Luz conduzirá Moisés a Terra Prometida. É preciso aprender a aproveitar a Presença. A face de Moisés mostrou-se tão brilhante, que ele teve que cobri-la com véu, para que as pessoas pudessem olhar sua face. Mas, Judas, apagou sua chama em se julgar melhor como faz todos os arrogantes. Ao ver o seu estado de pecador, soube que os sinos dobravam também por ele.

O caminho da libertação não permite a Presença da opressão. Os sinos tocaram suavemente por uma mulher sem nome, mas arrependida. E por isso, não perguntes “Por quem os sinos dobram?” É certo e inevitável, que o ontem não pode determinar o hoje e, na dinâmica da transformação humana é preciso acolher o outro no projeto do bem. O apelo angustiante daquela mulher, da infâmia sobre seu nome, as incompreensões e desrespeito dos olhares opressores, não a impediu de lutar pela sua nova vida. Ela foi quebrando a barreira do preconceito e foi direto para os PÉS do SENHOR Jesus Cristo. O lugar dos verdadeiros adoradores. Esta conexão mostra que o SENHOR também se dobrou por você.

“MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Poeta inglês do século 17, John Donne-Meditações VII.

 

“DEBOCHE”

“Mas Pedro disse: Ananias, por que te afoitou Satanás a trapacear o Espírito Santo e a reter secretamente parte do preço do campo? Enquanto permanecia contigo, não permanecia teu, e depois de ter vendido, não continuou a estar sob o teu controle? Por que é que propuseste uma ação dessas no teu coração? Trapaceaste não homens, mas a Deus”. (At 5.3,4)

Quem era Pedro? Muito se tem escrito sobre o apóstolo Pedro. Por ser o homem firme e decidido, Pedro pediu ao Senhor que o mandasse caminhar sobre as águas, e ele foi o único homem a caminhar sobre o mar.  Nos trabalhos mais simples e rotineiro a bordo duma embarcação, todos sabem o que têm a fazer, mas as decisões de maior responsabilidade competem ao “patrão da embarcação”. Pedro manifesta a sua lealdade ao Espírito Santo, na inabalável decisão de construir o Reino da Verdade. Nem Pedro nem nenhum dos outros apóstolos tinha capacidade para representar Deus na terra. O Espírito Santo deu continuidade ao ministério do Senhor Jesus Cristo, através deste homem, com todas as virtudes e também todos os defeitos. Todo o adjetivo que tende classificar Pedro, não consegue definir tudo que ele foi. Pedro tinha intimidade com o Pai, e essa intimidade é que fazia toda diferença.

Por que a atitude de deboche de Ananias e Safira,  merece o julgamento de Deus? Atos quatro narra o surgimento da primeira Igreja: “Todos tinham um só coração, um só pensamento, uma só mente, o Senhor fazia milagres, sinais e prodígios por meio dos apóstolos”. O Espírito Santo disse a Pedro: “Ananias e Safira mentem a ti”. (Atos 5.3) Pedro, diz a Ananias: “Não mentiste aos homens, mas a Deus”. (Atos 5.4) Muitos leitores da Bíblia ficam perplexos com esse juízo tão duro. O fato aconteceu como está escrito. A sentença foi instantânea, pois, “o Diabo é o pai da mentira”. (Jo 8.44) “O Senhor Jesus Cristo veio para nos libertar através da Palavra da Verdade”. (Jo 8.32) A trapaça encheu o coração de Ananias e Safira, para fazer nascer uma geração de enganadores, de conselheiros fraudulentos, para extinguir o fogo do Espírito Santo. “Não apagueis o Espírito” (1Ts5.19).

O que pode servir para apagar o fogo do movimento do Espírito Santo? Uma pessoa fraudulenta dispõe de meios para atingir os seus propósitos; é como um homem bem armado. Ele defende seus direitos e propriedades, e, com os meios de que dispõe, defende-se com unhas e dentes. Para enfrentar-lhe é necessário que o outro homem seja mais forte e valente, e mais bem preparado com maior determinação de cumprir os seus propósitos. É importante compreender que a vitória se tornará em realidade, mediante o livre arbítrio da escolha pelo bem, pois as falsas vantagens oferecidas pela mentira resultarão com certeza em derrotas, sofrimentos, humilhações, vexames, e o seu preço é a morte. “Não erreis. Deus não se deixa escarnece: porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. (Gl 6.7)

Toda situação gera um resultado. Era comum nos tempos de Davi, os reis saírem para a guerra. Davi ficou em Jerusalém, ficou para trás. Ele se envolveu a uma triste situação. Em 1 Samuel 12.1-15 pode-se notar que tão sombrios, e de maneira cega os homens se tornam quando se entregam a situações mentirosas. Davi, no momento em que ouvia Natã, diz a Palavra que ele ficou enraivecido com a suposta pessoa, momento em que Natã revelou que era ele o próprio causador do problema. Uma mentira que foi revelada pelo profeta na vida de um rei, e Davi colheu aquilo que plantou. O Deus da Bíblia é um Deus de Ordem. Se estiver em ordem, o Espírito Santo estará lá.

A mentira é o ato de mentir, enganar, iludir ou ludibriar. A palavra “mens” está na raiz da mentira. “Mens” significa “Mente”, “Inteligência”, “Discernimento”, o que poderia concluir que o mentiroso precisa ter uma boa cabeça. Mas há ainda um significado especial para “Mens”- “Intenção”. O que tem em mente o mentiroso ao lançar mão da mentira? A verdadeira mentira jamais acontece por inadvertência ou em nome de boas intenções. É fruto de uma vontade empenhada em enganar. Representar algo com total fidelidade é sinônimo de “Verdade”. Mentir é sinônimo de enganar, além de ser uma das ações praticadas por quem possui intenções maliciosas em relação à outra. Por essas razões, a mentira é considerada um ato imoral ou criminal.

O Caminho da Verdade é de autenticidade e encontro. Toda esta caminhada conduz, pela Graça, a uma transformação interior e a um aprofundamento da consciência e da percepção, chegando-se a uma experiência no mais profundo do ser. Uma vida consagrada está sob a moção do Espírito Santo. É então que o homem conquista o supremo cume, onde o Reino de Deus e a Sua Justiça são aquela pérola que o homem deve preferir a qualquer outro valor. Um despojar-se de si mesmo para construção de uma conduta franca, caráter firme e coerência de atitudes, verdadeira respiração vital da Presença do Espírito Santo, como a pequena lâmpada que brilha, lembrando que ai está “Alguém que é digno de confiança”. “Horrenda coisa é cair nas Mãos do Deus Vivo”. (H 10.31)

Os apóstolos receberam o Espírito Santo enviado diretamente por Deus após o Pentecostes. Existia total unidade na Igreja Universal, mesmo estando separados geograficamente, tendo de acatar a Verdade como o único caminho. Por que ser “UM”? “Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra Edificarei a Minha Igreja; e as “portas do inferno” não prevalecerão contra ela”. (Mt 16.18) Uma vida de total entrega a Deus, com a assistência do Espírito de Deus, cuja comunhão de vida lhes garante as maiores recompensas espirituais. Os cristãos primitivos chegam ao cume das virtudes e da contemplação de Deus por meio de uma vida de sobriedade e humildade. O Espírito da Verdade se manifestava às almas simples, como sinais e testemunhas vivas dos valores de Cristo. “E não há criação que não esteja manifesta à Sua vista, mas todas as coisas estão nuas e abertamente expostas aos Olhos Daquele com quem temos uma prestação de contas”. (He 4.13)

Em Isaías 43, antes de Deus perguntar no versículo 13 “agindo Eu, quem impedirá?” por duas vezes Ele ressalta “não temas|”(v.1 e 5), e afirma no v. 2 que vai estar contigo nas águas, nos rios e no fogo, veja bem, Ele não vai te livrar das adversidades, vai estar contigo nelas, e apesar Dele estar ao seu lado, até mesmo no fogo, se necessário for, você vai ter de passar. Outro grande exemplo é Rm 8.31 onde o apóstolo Paulo faz a célebre pergunta: “Se Deus é por nós quem será contra nós?”, Mas essa é apenas uma das muitas perguntas deste capítulo de Romanos, que traz outras perguntas como: “Quem nos separará do amor de Cristo?” Ninguém é forte o suficiente de conseguir Detê-Lo. Desde a eternidade Ele É. É possível olhar para tudo com serenidade, pois, o Ponto é DEUS. Portanto, busque a Verdade. “Eu Sou o Caminho, e a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por MIM”. (Jo 14.6)

“Mônica Druzian”

Ref.

Gabriel Perissé-Palavras e Origens

 

 

 

 

 

“CARTA SELADA”

“O Justo Viverá Pela Sua Fé”. (Hb 2.4)

Certeza e convicção são palavras que exprimem uma grande característica da fé. Ela não convive no mesmo ambiente da dúvida e da hesitação, mas na confiança quando aponta para Deus. Não significa confiar, mas sim ser confiável. Isso não significa que a pessoa acredita, mas que ela é digna de confiança. “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto, que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus Vivo; não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração”. (2 Co 3.2)

Deus não precisa confiar em quem Ele escolhe. Ele sabe da fidelidade de um justo. O que valida uma carta, o que garante que ela vai chegar ao seu destino é o “Selo”. Toda carta carrega uma Mensagem. Na Bíblia se tem diversas cartas escritas pelos apóstolos. O apóstolo Paulo disse aos membros da Igreja de Corinto que, além de serem cartas, eles deveriam ser textos possíveis de serem lidos. Ele havia dito que o bom discípulo não escreve sua mensagem com tinta que se apagaria, nem com palavras que não podem falar, mas, semeia a semente da mensagem no coração que a compreende, isto é, escreve sua mensagem não com tinta, mas com o Espírito Santo de Deus na Alma do ser humano.

O papel da razão é demonstrar e ordenar os mistérios revelados pela fé. O que caracteriza a Alma Humana é a Racionalidade, a Inteligência, o Pensamento, sendo embora uma e única, tem várias faculdades. Paulo é o apóstolo da razão que ilumina a fé. Por isso, pelo peso apostólico deste missionário, que mesmo não conhecendo o Messias pessoalmente, O conheceu pela fé, e foi colocado ao lado de Pedro, como uma coluna mestra de confiança para sustentar a fé. Paulo foi um Teólogo, um instrutor preparado para unir a Antiga Aliança, pois, não são mais laços de sangue que garantem a Salvação, e sim, laços espirituais, de uma Nova Aliança.  De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia é constituída de Fé.

Habacuque 2.4 permanece como um dos textos mais pregados de toda a Bíblia. A época, as leis de Deus estavam sendo ignoradas e desprezadas. Os juízes julgavam em favor dos ímpios. Os ricos utilizavam a lei de Deus para roubar os pobres e construir fortunas por meio de práticas fraudulentas. A cobiça se tornara obsessão pública. Quando Habacuque contempla toda a iniquidade dos ímpios ele pergunta a Deus: Por que o ímpio triunfa sobre o justo? Então, Deus lhe mostrou uma “Sentença Revelada”: “Escreve, pois, Eis que o ímpio está cada vez mais arrogante, suas vontades não visam o bem; mas o justo viverá pela sua fé”.

“Sua Fé” como “Justo Direito” para viver suas responsabilidades refletidas, que guiará sua vida subjetiva e objetiva. Portanto, fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que se deposita na fidelidade desta pessoa. A fé dá sustentação para a superação. Acredita-se que o homem pode encontrar o caminho para o que é Bom e fazer o bem. Por isso, as filhas de Sião e de Jerusalém faziam parte dos coros que respondiam entre os diálogos do Noivo e da Noiva, em Cantares de Salomão. A fé não é baseada em evidências, e portanto, as alegações da fé não são reconhecidas pela comunidade científica, pois, o ser humano não pode transferir sua vida para outra pessoa vive por si mesmo. “Nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé”. (1 Tm 4.1)

Cânticos das mulheres israelitas celebravam as vitórias contra os filisteus. O Cântico de Miriã era acompanhado de tamborins e danças. Moisés entoou um maravilhoso Cântico de louvor e ações de graças pelo Mar que se abriu em sua frente, dando livramento ao povo judeu. Débora cantou o Cântico em memória profética da libertação de Israel. Todos estes Cânticos foram entoados para Engrandecer o Deus da Superação. Superação significa mudança de uma situação ruim para uma situação boa. Mas, como ultrapassar uma barreira de humilhação, recuperar o processo de crescimento pessoal, progredir diante de um ato de vexame e deboche? Quando se respeita o sagrado do outro, se tem o direito a exigir respeito ao que é sagrado para si próprio.

Ana sofria um verdadeiro transtorno, por ser estéril. O olhar vazio, perdido, pensamentos escorregadios, silenciosos e pesados capturava a alma de Ana para devorá-la em humilhação. Embora, cheia da própria força de Deus, ela é apanhada em desespero, mas não perde a “Fé”. Após uma longa peregrinação até chegar a Jerusalém, Ana se separou do grupo e correu desesperadamente ao Templo, e colocou toda a sua angústia na presença de Deus. Soluçando muito, ela orou silenciosamente, e seus lábios tremiam ao passo que pensava nas palavras certas para expressar sua dor. Ana não queria apenas ser mãe, mas queria entregar o melhor do seu ventre ao SENHOR. Cerca de 1000 a.C., Ana foi agraciada com um filho que se chamou Samuel, o maior juiz da Nação de Israel, e escrito em tom pessoal, Ana entoou um Cântico de agradecimento ao SENHOR.

Mais de 1000 anos depois, Maria de Nazaré também fez um Cântico ao SENHOR: “A minha alma engrandece ao SENHOR, e o meu espírito se alegra em Deus Meu Salvador”. (Lc 1.46) Seu ventre gerou Jesus Cristo, o Filho de Deus que mudou a história do Mundo. Apesar de milênios de distância, e em situações bem diferentes, o Cântico dessas mulheres possuíam partes muito semelhantes. Ambas estavam cheias do Espírito Santo de Deus. Foram cartas seladas quando começaram a cantar, e sustentadas pela “Fé”, perseveraram em oração. Deus declara os seus propósitos no profundo suspiro de um coração que anseia pela Sua Presença. Pensante, ordena às mãos que tomem, porém não disse ao coração que bata, nem ao sangue que circule. Todos esses atos se realizam sem a intervenção do ser humano, pois, a alma anseia e suspira porque ela pertence a Deus: “Eis que todas as Almas são Minhas”. (Ez 18.4)

A palavra “selar” é sinônimo de “fechar”, “lacrar”, “reservar”. O Selo marca uma pessoa ou um objeto como propriedade indiscutível daquele cuja estampilha traz. Um objeto selado está marcado como propriedade reservada, fechada, de mais ninguém, de mais nenhum proprietário. O Livro Cânticos dos Cânticos é dedicado somente a isto: o amor do SENHOR por sua amada; Ele compara seu povo como um “Jardim Fechado”. Fechado significa não ter acesso a uma preciosidade, e Fonte Selada ninguém bebe dela, é propriedade exclusiva do SENHOR. Local que serve de abrigo, de proteção contra os rigores da chuva, do vento, do sol, das tempestades. Lugar fechado, como um ninho onde se entra ou para onde se foge para proteger-se de algum perigo; abrigo, refúgio, resguardo. “O Nome do SENHOR é uma Torre Forte; os justos correm para Ela e estão Seguros”. (Pv 18.10)

Ao expor a Palavra, a Fé é acessa até chegar a converter-se em um fogo que aquece a esperança e a expectação. O Capítulo 11 de Hebreus contém uma das Mensagens mais animadoras da Bíblia. Apresentam em 40 versículos as fantásticas proezas da fé, na vida de 16 heróis e heroínas. A Bíblia fala de homens e mulheres que viveram e triunfaram pela fé. Mas existe apenas um versículo que explica o que é fé: “A certeza de coisas que se esperam, e a convicção de fatos que não se veem”. (Hb11.1) Portanto, Hebreus 11.1 é a única definição de fé que se encontra nas Sagradas Escrituras. Assim como a visão física produz convicção ou evidência de coisas visíveis, a fé é o “órgão” que habilita as pessoas a ver o mundo invisível.

Em Hebreus 12.1-5, o apóstolo Paulo oferece Alguém melhor que todos os personagens da Galeria dos Heróis da Fé registradas no Antigo Testamento: “Jesus Cristo”. O apóstolo Paulo convida os homens de Deus a colocar seus olhos Nele. Robustecidos pela Força do Seu Santo Espírito, com a assistência do Seu tão grande Amor, força alguma deste mundo vence a Sua Mão estendida sobre os escolhidos para Sua Missão. Assim, Moisés viu a moita que ardia sem se consumir, Samuel, jovem ainda, ouve como Deus o despertou do sono falando com ele. Trata-se de uma comunicação sobrenatural e Deus escolhe o meio que Lhe apraz. Ainda que as coisas que se esperam não são possuídas, acredito na existência do sol ainda que não brilhe. Mesmo que não consiga enxergar o “órgão” da fé, além da esfera de uma possível demonstração para os sentidos, acredito que o amor exista, ainda que esteja em silêncio. “O Justo Viverá Pela Sua Fé”….

Pra e Psicopedagoga: “MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Bíblia Almeida Revista e Corrigida (ARC)

Revista do Ancião-Temas Búblicos

 

 

 

PSICOPEGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

“SOMOS BARRO”

“A Glória desta última Casa será maior do que da Primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, Darei a Paz, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ageu 2.9)

“Porque o Meu povo fez duas maldades; a Mim Me Deixaram; o Manancial de Águas Vivas, e cavaram cisternas rotas, que não retêm as águas”. (Jr 2.13) Somente pessoas com coragem e determinação resoluta, terão a força necessária para prosseguir em um combate. Nenhum General orienta suas tropas dando-lhes o máximo de conforto e descanso. Nenhum Técnico fortalece seus atletas sem dor e suor. A palavra de ousadia do profeta Jeremias, irritou muita gente. As pessoas que ficam ressentidas com a mensagem perturbadora, geralmente recorrem a medidas ou para calar o mensageiro ou para acabar com ele. Mas o profeta Jeremias não se intimidou. Se correr com homens e eles o cansarem, como poderá competir com cavalos? Se tropeçares em terreno seguro, o que fará nos matagais junto ao Jordão? (12.5) Se não conseguir caminhar um quilômetro, como é que irá aguentar a maratona? Portanto, uma ideia verdadeira só é de fato verdadeira quando é forte, quando tem carga positiva maior que a falsa.

As cisternas eram pequenos reservatórios artificiais, cavado na terra e forrado de pedras ou tijolos para servir de coletor das águas pluviais. As cisternas eram muito numerosas, pois o povo judeu dependia muito das águas de chuva, e as faziam debaixo das casas e nos pátios internos. Em todo o tempo. o profeta faz os olhos do povo lembrar-se das memórias dos seus antepassados. Mas, Jeremias foi excluído de tudo, até mesmo da família, por causa da sua fidelidade de anunciar o perigo que o povo judeu estava correndo. É preciso reinterpretar e revalorizar afetivamente as vivências. Porém, eles rejeitaram o Manancial das Águas Vivas, trocando-O por objeto de lucro e adoração ao dinheiro. A Nação Judaica foi levada cativa pela Nação de Babilônia, o Templo de Salomão foi saqueado, destruído, e a Arca da Aliança desapareceu.

O projeto do “árduo compromisso” é muito mais valioso do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo. O profeta Jeremias se sentiu abandonado por todos, até mesmo por Deus. Em consequência de tal ato de abandono, o profeta deitou-se no alto de um monte, se sentindo incapaz e impossibilitado pelo medo, desejou morrer. A Palavra do Senhor veio a Jeremias dizendo: “Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te Farei ouvir as Minhas Palavras”. “Eis que como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha Mão”. (Jr 18) O texto em pauta é o movimento no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa. Lembrem-se, ninguém se torna um vaso sem antes passar pelas mãos do Oleiro. O primeiro processo envolve o amassamento do barro, o mesmo deve ser amassado por diversas vezes, pois existem várias bolhas dentro do barro que precisam ser desfeitas, caso contrário, elas se romperão causando rachaduras. Dessa forma tornará inútil a sua utilização.

Não é preciso apenas ser um vaso, mas, é preciso entender o propósito da construção deste vaso. As talhas de barro serviam para depositar o vinho, e para este fim, as faziam com grande capacidade, para cerca de 38 litros de vinho. As vasilhas de barro destinadas a guardar azeite, eram pequenos vasos de barro fabricados pelos oleiros, destinados a uso domésticos. A

capacidade do oleiro para dar forma ao barro como lhe apraz, e fazer aplicação de sua obra, serve para ilustrar a Soberania de Deus sobre o homem. Nenhum barro é amassado sem antes ser molhado. A água se encarregará de tornar o barro maleável. Depois de umedecido e amassado, o barro vai para a roda, e no “Centro” da roda, o Oleiro centraliza o barro. Ele tira os excessos e molda, mas ainda falta o processo final, o “Fogo”. O Forno definirá se realmente o vaso estará preparado para suportar o projeto para glória e honra, ou, se tornará em um vaso fracassado, rachado, sem serventia alguma.

O relacionamento do Oleiro com o barro é em primeiro lugar. Portanto, fidelidade implica lealdade constante e inabalável a alguém com quem se está unido. Fidelidade também foi uma das características de Daniel, um jovem hebreu que representou o caráter de Deus, como um grande exemplo de justiça, mesmo sendo levado de maneira violenta para uma terra estranha. Durante três anos Daniel aprendeu sobre a língua e a cultura da Babilônia, e foi treinado para exercer funções no Governo. Daniel provou ser mais sábio que todos os conselheiros do rei. Deus lhe deu grande inteligência e capacidade para interpretar sonhos e visões. A mente de Daniel permaneceu Consciente, e ele não se deixou dominar, mesmo pela inveja que deu origem a uma conspiração que o lançou na cova dos leões.

Durante muito tempo achou-se que o cérebro era um circuito fechado incapaz de sofrer alterações, porém, estudos comprovaram que o cérebro tem notável capacidade de se expandir, de se regenerar, mesmo na idade adulta. A estrutura do cérebro que está ligada à memória e ao aprendizado é o hipocampo. Nabucodonosor foi ferido em sua “Mente Soberba”. Seu hipocampo reivindicava toda a glória para si, e se achou ser igual a Deus. A forma de loucura que ele veio a sofrer, quando o seu orgulho lhe perturbou a razão, é aquela doença denominada licantropia, em que o paciente se julga um animal inferior e como tal, o rei da Babilônia julgou ser boi, e passou a comer feno. (Dn 4) Todos abandonaram o rei em sua loucura. Mas, ao compreender pelo intelecto, sua memória se abriu com estas palavras maravilhosas: “mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor “levantei” os meus olhos ao céu e tornou-me a vir o meu entendimento”. (v34)

Todos os grandes Impérios tombaram. O primeiro Império que veio ao chão foi o próprio Império de Salomão. A Primeira Potência Mundial caiu por não reconhecer o Deus Soberano de toda a Potência. Deus assim enfrentou todos aqueles que queriam Sua Glória. Em sequência, caiu Egito, Assírio, Babilônia, Medos e Persas, Grécia, Roma. Enfim, o povo judeu volta do cativeiro para reconstruir a Segunda Casa de Deus. Eles voltam chorando, derrotados, amargurados. A situação desesperadora dos judeus foi usada como uma metáfora “um vale de lágrimas”. A situação de lamento foi capaz de despertar o choro dos anciãos que viram que a Segunda Casa estava ligada à Vinda do Messias, o Verdadeiro Templo de Deus. O povo chorou, e chorou muito, porém, estas lágrimas foram recolhidas pelo SENHOR no Seu Odre. “A Glória desta última Casa será maior do que da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, Darei a Paz, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ageu 2.9)

“Mas aniquilou a Si Mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens.”. Fp 2.9) O verdadeiro objetivo do Templo era esperar a volta do Messias. Comete-se o erro de desconsiderar o Filho do Homem, de se apegar às sombras do Antigo Testamento em detrimento, Daquele que dá sentido a todo ajuntamento solene, e que enche a todo e

qualquer lugar onde o povo de Deus está reunido para adorá-Lo, em Espírito e em Verdade. O Filho do Homem passou pelo Centro da Roda do Oleiro, e a Glória do Terceiro Templo não diz respeito ao seu tamanho nem ao esplendor do material usado na sua construção, mas, a Glória da Terceira Casa está ligada à Presença do Senhor Jesus Cristo no meio do Seu povo. Na alegoria do oleiro, o segredo de transformar o barro em vaso, é colocar o barro precisamente no Centro da Roda do Oleiro, e depois, conservar a roda girando enquanto com as Mãos, o Oleiro dá forma desejada ao barro. Portanto, o Templo Vivo é o Messias, a Primeira Potencia Mundial, o Império de um Novo Reino que já foi estabelecido na Terra. Ele mesmo diz: “Diz o SENHOR: Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu Serei o Seu Deus e eles serão o Meu povo”. (Jr 31.31) Portanto, é através do “Cálice” de honra, que o Manancial de Águas Vivas flui. “Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido cujo propósito é proclamar as grandezas Daquele que vos chamou das trevas para a Sua Maravilha Luz”. (1 Pe 2.9)

Pra e Psicopedagoga: “MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Dicionário da Bíblia-John D. Davis

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA
“RELÓGIO DO JUÍZO FINAL”
“Mas, à meia-noite, ouviu-se um “Grito”: Eis o Noivo! Saí ao seu encontro!”(Mt 25.6)

O tempo na Terra é cronometrado, e o fim do mundo vem sendo especulado por cientistas há séculos. O Dia Grande e Terrível do SENHOR é uma expressão, muitas vezes no contexto de acontecimentos futuros, que se refere ao momento em que Deus vai interferir de forma decisiva para o Julgamento e, ou Salvação da humanidade. Deus vai tornar visível o Seu Governo de Justiça, chamando as Nações para um acerto de contas. Um Deus “que Vem” é evidente. É como se o SENHOR não só entrasse em cena, mas enchesse o cenário de tudo o que existe. Por isso, Meia-noite é o fim de um começo, e Sua Presença dominará totalmente todo o Universo. Portanto, a existência humana empalidecerá diante dessa realidade gigantesca. “Diz o SENHOR, diante de Mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que SOU DEUS”.(Rm 14.11)

O texto chama a atenção, para o símbolo mais complexo, “Meia-noite”, que significa Final do Mundo, e, neste contexto, não se trata propriamente das diferenças entre dia e noite, mas, sim, refere-se uma hora “inesperada”, o fator surpresa, o dia termina definitivamente. Em linguagem estereotipada é dito que o Sol se recusará a dar a sua luz, a Lua e as Estrelas deixarão de brilhar.(Is 13.10) Joel, preocupado com o assunto, cita maravilhas no céu e na terra, incluindo a Lua transformando-se em sangue.(Joel 2.30,31) Há um período de preparação e um tempo em que será tarde demais para preparar-se. Independente de qualquer teoria escatológica, todos tem um “Tempo Determinado”, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”. (Ec 3.1) Portanto, é “Tempo de Refletir”, e quando o Grito da meia-noite soar: “Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias”. (Lc 12.35)

O Boletim dos Cientistas Atômicos,(BPA em inglês), moveu o Ponteiro do Relógio do Apocalipse, de três minutos para dois minutos e meio antes da Meia-Noite. Isto significa que, quanto mais perto dela, mais iminente está o fim do mundo, na avaliação dos pesquisadores. Por que o Relógio Doomsday se moveu meio minuto para mais perto da Meia-Noite? A hora é uma metáfora dos perigos que o planeta corre. A ameaça nuclear e a questão climática são dois dos principais fatores que interferem no mover dos ponteiros. O mundo está perto de uma “hecatombe”, referência a grandes catástrofes e também para grande crises mundiais. Algo cataclismo vai consumir e destruir toda a matéria e isto inclui estrelas, planetas e mesmo as galáxias, todas elas. Todo e qualquer elemento que compõe o Universo será derretido no “calor ardente”. (2 Pe 3.12) De acordo com a Bíblia, este será um evento descrito como um “Grande Estrondo”. Em seguida, Deus irá criar um Novo Céu e uma Nova Terra”. (Ap 21.11)

Apesar de ser desenvolvido por Cientistas, o Relógio não é um instrumento científico e sim um aviso às Autoridades e Sociedade. “Não queremos gerar pânico, apenas esperamos que isso chame a atenção”, disse Rachel Bronson, diretora executiva e editora do Boletim em coletiva. O horário é decidido anualmente pelo Comitê de Ciência e Segurança do BPA, composto por Físicos e Cientistas do mundo todo que acumularam 15 prêmios Nobel. A chefe de BPA, Rachel Bronson, pediu aos líderes mundiais que “acalmem mais do que alimentem as tensões que podem levar à guerra”. Agora, o Relógio do Juízo Final marcam 23:57:30, ou seja, dois minutos e meio para o “Fim”. As pessoas devem estar preparadas. Os avisos que serão dados antes do arrebatamento virão em forma de desastres naturais, como tufões, inundações, terremotos e surto de várias doenças. A ação maldosa de homens temporais malígnos, não ultrapassará a ação Redentora de um Deus atemporal. “Transformai-vos: Diz o Senhor!”

Um Relógio chegando perto da Meia-noite, os dois Ponteiros, o menor, das horas, e o maior, dos minutos, muito próximos, em forma de V, não importando a altura ou estatura dos Ponteiros, ambos chegarão ao seu destino. E, na hora certa de Deus, à abertura do Cuco, ao Toque da Trombeta, ao Grito que anuncia a chegada do Noivo, o andar dos Ponteiros se tornarão um “Único Movimento”. A figura do Relógio do Apocalipse demonstra, enfim, que o Criador do Universo é SENHOR da História e do Tempo. O apóstolo Pedro alertou: “Virá, entretando, como ladrão o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nele existem serão atingidas”. (2 Pe 3.10) Cabe às Nações mais armadas com Arsenal Nuclear zelar pela Paz na Terra.

O Míssil é equipado com várias orgivas nucleares. Ogiva Nuclear é uma forma de arma nuclear encapsulada em uma ogiva, que a torna menor e mais versátil. Determinados mísseis balísticos intercontinentais podem levar até várias ogiva nucleares de uma só vez, aumentando a área de ataque e a chance de que as oginas passem por um possível sistema de defesa antimíssil. Os sistemas de armas capazes de lançar várias ogivas nucleares simultaneamente são chamados de MIRV. Este sistema permite lançar várias orgivas nucleares de um único missil. Portanto, todo agente agindo para um fim, detonam seus mísseis no Mar. Portanto, a turbulência no Mar é invisível, e ninguém pode enxergar as águas se agitando na sua profundidade.”Eis que afirmou Jesus no Seu Sermão profético: Haverá sinais no Sol, na Lua e nas Estrelas; sobre a Terra angústia entre as Nações em perplexidade por causa do bramido do Mar e das Ondas”. (Lc 21.25)

“E naquele dia sendo já tarde, Jesus disse: Passemos para a outra Margem”. (Mc 4.35) A Bíblia fala que no meio do Caminho, veio uma grande tempestade, e os discípulos ficaram apavorados, e assustados, tiveram grande pavor. Mas o SENHOR disse ao Mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Não é Cristo quem impulsiona os discípulos para a outra margem, o convite ou a ordem é no plural onde Ele se “inclui”:”Passemos”. Quando quem Coordena a ação faz questão de estar vistosamente à frente, durante o percurso rumo à Meia-noite, não importa a altura ou estatura dos Ponteiros, quem é maior e quem é menor. O que importa é que ambos chegarão “Juntos”do outro lado. “Eis que Estou convosco todos os dias, até a Consumação dos Séculos”. (Mt 28.20)

Cada uma das proposições que servem de base à conclusão estãos contidas nestes dois Provérbios:”Pois quem não é contra Nós, é por Nós”. (Mc 9.40); Lc 9.5) “Quem não é por Mim é contra Mim, e quem Comigo não ajunta, espalha. Quem não está contra está a favor”. (Mt 12.30) O grande Relógio do Juízo Final está batendo exatamente no tempo certo. E mesmo de acordo com a Ciência, é preciso ter “Azeite” reservado, é tempo de adereçar as lâmpadas, ter azeite em suas lamparinas. Ataque Nuclear é uma das maiores ameaça feita pelo homem. Mas, o Senhor Jesus Cristo ordena aos seus discípulos a seguirem rumo ao novo, e durante este percurso de travessia, a caminhada se inclui:”Juntos”. “Em todo tempo sejam alvos os teus vestidos, e nunca falte o Óleo sobre a tua cabeça”. (Ec 9.8)
Pra e Psicopedagoga: “MÔNICA DRUZIAN”

Ref:
Bíblia Sagrada;
Filosofia e Educação;
Baker,s Evangelical Dictionary of Biblical Theologir.
Definition Dictionary of World Reigions

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

A FORÇA DO PENSAR

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos”. (Pv 4.23)

A arte de pensar é a manifestação mais sublime da inteligência. Todos os homens pensam, mas nem todos desenvolvem a qualidade na arte de pensar. Muitos homens, ao longo da história, brilharam em suas inteligências, e desenvolveram algumas áreas importantes do pensamento. Mas, em poucos anos se encerra o espetáculo da sua existência neste mundo. Recentemente morreu um dos homens que mais revolucionou o mundo da Tecnologia, com suas incríveis criações. O mundo inteiro se curvou, reconhecendo ser ele, Steve Jobs, um gênio. Ele foi um homem de uma inteligência e sabedoria indiscutível. E, nesse breve espetáculo, suas ideias não puderam ser sepultadas. Elas germinaram como sementes na mente dos homens e enriqueceram a história da humanidade. O rei Salomão foi o homem mais sábio do mundo. “Deus deu a Salomão sabedoria, discernimento extraordinário e uma abrangência de conhecimento tão imensurável quanto a areia do mar”. (1 Rs 4.29)

O que se espera de uma pessoa muito idosa, que está no fim da sua vida? Que ela não tenha mais nenhuma necessidade de simular, omitir ou mentir sobre os fatos que viu e viveu. Eles aprenderam a arte de destilar a sabedoria dos erros, em expressar com fidelidade aquilo que viveram, mesmo que isso fosse totalmente estranho aos conceitos humanos. Assim aconteceu com Salomão em sua velhice. O Livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito de vida. Ele buscou valor real em diferentes áreas, mas o resultado final foi deprimente. Diz o pregador: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade”. (Ecl1.2) Salomão foi o homem mais sábio do mundo. Deus lhe disse: Dou-te coração sábio e inteligência, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá”. ( 1 Rs 3.12) Porém, o ser humano não possui pleno domínio do instinto, acumula e aprimora o conhecimento empírico; nunca a sabedoria. Por isso, aquele que é melhor naquilo que faz também comete erros. Quando todos pensavam que Voltaire, o afiador do Iluminismo francês, fosse um ateu, ele proclamava no final de sua vida: “Morro adorando a Deus”.

O maior líder não é aquele que é capaz de governar o mundo, mas aquele que é capaz de governar a si mesmo. Naquela noite, o Senhor Jesus expressou a dimensão do cálice que iria beber, a dor física e psicológica que iria suportar. A descrição da Sua dor não era uma criação literária. Ele não viveu um teatro; o que Ele viveu foi relatado. No momento em que Cristo mais precisava de argumentos, Ele preferiu se calar. Ele se emudeceu, e Seu comportamento fugiu dos padrões do intelecto humano. Quando todos esperavam que Ele falasse, Ele silenciou. Seus pensamentos e atitudes na cruz, eram tão eloquentes, que falaram por si só, não precisaram de arranjos literários dos biógrafos. A sabedoria está em cada passo que se dá, na própria vida, em cada atitude que se toma, em cada caminho por que se passa, em cada experiência que se faz. Com Salomão também não foi diferente.”De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”. ( Ec 12.13,14)

Existe na alma do homem, três faculdades pelas quais se exercem os atos da vida espiritual: a consciência, a inteligência e a sapiência. Quando Salomão diz que “o Senhor é Criador de ambos”, ele usa uma forma que, literalmente, quer dizer que o Senhor Deus fez a todos eles”. Deus não apenas formou o homem, mas determinou como cada um deles iria viver, seja na riqueza ou na pobreza. O sábio Salomão disse que todos os homens correspondem ao três atos hierárquicos da vida espiritual: a purificação, a iluminação e a perfeição. A purificação produz paz, a iluminação conduz à verdade e a perfeição realiza a misericórdia. Não se deve classificar a riqueza como benção e a pobreza como maldição. Afinal, a alegria do homem não vem daquilo que lhe pertence, mas Daquele a quem Lhe pertence. Portanto, o conhecimento desses três atos é que se funda a Ciencia de toda a Sagrada Escritura.”O rico e o pobre têm isto em comum: o Senhor é Criador de ambos”. (Pv 22.2)

A sabedoria de Salomão não o impediu de agir como um tolo. Apesar de toda sabedoria que Deus deu a Salomão, ele acabou fazendo exatamente aquilo que os reis de Israel estavam proibidos de fazer. Ele multiplicou sua riqueza pessoal, esposas e parceiras sexuais de maneira excessivamente insensata, e se autopromovia, auto-elogiava. Falava frequentemente sempre na primeira pessoa, como se fosse um bam-bam-bã. Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua glória? E, com todas as riquezas que desejou, Salomão achou um vazio existencial sem significado para sua vida. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Frustrou-se em procurar ganhar algo na vida que não está nela. Quando Salomão reconheceu sua “Queda” , ele é libertado para buscar o verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então ele encontra a verdadeira riqueza da vida, o próprio Deus.”Dar-te-ei os Tesouros Escondidos e as Riquezas Encobertas, para que saibas que Eu Sou o SENHOR”. (Is 45.3)

Portanto, este é um dos profundos mistérios da humanidade, a sua “Queda”. Por isso, é preciso reconhecer que o que se sabe é que não se sabe nada. Visitações comunicam orientações, e o depoimento de Jacó é significativo em explicar o fenômeno que se torna exceção para a inteligência humana: “Jacó lutou com o Anjo”. As referências de “Anjo” com a inicial maiúscula, nesse contexto, tal Anjo é diretamente dito ter os atributos, que exerce as ações prerrogativas, exclusivas, identificatórias de Deus. Jacó perseverou nessa luta até ao romper do dia, e, mesmo ferido na articulação da coxa, Jacó não O largou. Então, Jacó recebeu a verdadeira “sabedoria” para ir de encontro ao seu único irmão Esaú. Milhões de pessoas conseguem definir as partículas dos átomos que nunca viram, mas não conseguem compreender a Mente de Deus. O Senhor Jesus Cristo está continuamente conduzindo seus discípulos a pensar antes de reagir, a abrir as janelas de suas mentes mesmo diante do medo, dos erros, dos fracassos e das dificuldades.

Sansão possuia uma força sobrenatural pela qual realizava grandes feitos. Sempre que era assistido pelo Espírito Santo de Deus, uma força sobrenatural vinha-lhe, não sendo portanto, inerente à natureza humana. Desde logo mostrou a força no seu caráter; era escravo de paixões. Certo dia, cortaram-lhe seus cabelos, arrancaram-lhe os olhos, e em cárcere foi obrigado a virar o mó de um moinho. Ele, porém, invocando o Senhor, e não eram os cabelos a sua base, arrependido, pediu a Força de Deus novamente. Abraçando-se com as colunas em que a casa se sustinha, e sacudindo-as com a sua grande força, a casa caiu sobre todos. Apesar dos defeitos de seu caráter, o seu nome aparece em o Novo Testamento como um dos heróis da fé. (Hb 11.32) Quando colocaram Sócrates em julgamento por heresia, ele disse aos seus conterrâneos atenienses: “Eu ando por aí sem fazer nada além de persuadir tanto jovens quanto velhos, dentre vocês, a não cuidarem de seus corpos ou de sua riqueza, mas lutar pelo melhor estado possível de suas almas”.

Nos Solilóquios, Agostinho dialoga com sua Razão. Esta lhe pergunta: Sabes que existes? Ele responde: Sei. A Razão continua o seu interrogatório: De onde o sabes? E ele: não sei. A pergunta: De onde o sabes? quer dizer Como o provas? É importante notar que a ela Agostinho não responde Porque penso consequentemente. Diz simplesmente Não sei. De novo, a Razão indaga a Agostinho: Sabes que te pensas? Ele responde: Sei. Portanto, é verdade que pensas? E ele: “É”. Admitiu pensar, admitiu existir, mas não admitiu existir por pensar ou pensar por exisitr. Agostinho foi mais “consistente” do que Descartes ao estender a dúvida ao Cogito Ergo Sum: “penso, logo existo”. Agostinho escolheu o caminho da humildade. Penso que sou, mas não sei de onde penso que sou. Nada é mais satírico e desproporcional do que o balanço de um homem transportado por um jumento…O animal é forte, mas é pequeno. Quem monta não sabe onde colocar os pés, se os levanta ou os arrasta pelo chão. Que cena impressionante! O”Sábio” de todos os sábios, o “Dynasthay” foi forte o suficiente, como um dímano, gerador elétrico que transforma energia mecânica em energia elétrica contínua para sua vida. “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo”. (Atos 1.8)

Pra e Psicopedagoga:”MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Análise da Inteligência de Cristo: O Mestre dos mestres. Augusto J. Cury.