FLOR DO BREJO

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA
“FLOR DO BREJO”
“Eu Sou a Rosa de Saron, o Lírio dos Vales”. (Ct 2.1)
Elucidar é dar a conhecer a origem ou o motivo daquilo que é difícil de conceber, para chegar à conclusão final onde todas as dúvidas são desvendadas. O texto informativo elucida e esclarece sobre o tema em questão, e as figuras retóricas são utilizadas para se referir ao modo como as ideias são transmitidas, com base na convicção e clareza. Um vale ou brejo é um terreno permanentemente irrigado por rios e fertilizado por seu transbordamento. Um vale nunca cai no esquecimento ou é abandonado, o pântano o assegura com nascentes. Por vezes, o sentido conotativo é responsável por encontrar um novo emprego para os vocábulos, bastante usados a nível poético, que remete para novos significados em função de seu contexto. Portanto, cada raiz é a herança de sabedoria, o “sustentáculo” da sua constituição e genealogia.

Primeiro as raízes desempenham a função de “sustentação” das plantas, e só, posteriormente, elas adquirem, também a capacidade de alimentação. As palavras são símbolos dos objetos, e os objetos se convertem em símbolos ou substitutos de ideias, sentimentos e tendências, e os símbolos exprimem-se concepções de uma forma significativa, uma espécie de taquigrafia mental. A palavra raiz vem do latim radix e significa base ou fundamento. As raízes, como o próprio original revela, é o que dá o apoio, o amparo. A água é a Fonte, onde as raízes vão para ter vida. O segredo da nobreza da flor está no consentimento do seu nascimento. Se é o nascimento diferentemente das outras determinações, que dá imediatamente a flor uma posição, então é seu corpo que faz dela este funcionamento, de ser um lírio determinado, a herança mediante de suas diferentes formas de subjetividade, e na certeza de “si mesmo”. O Univeral em si e para si, a existência garantida sem duvidar da Essência do poder da sustentação, em meio a tanta sujeira, miséria, destruição e violência, há algo que enche os olhos, ao contemplar a beleza do lírio, não os espinhos que tentam embaraçar um coração entendido, tentando inquietar e sufocar a mente.

O Ser não é o poder sobre esses sustentáculos, mas o poder do Sustentador. O Sustentador é quem detém o Poder. Que existência elevada é essa, que necessita de uma garantia fora de si mesma? E que deve, além disso, ser a Existência Universal desta mesma garantia e, portanto sua real garantia? O Lírio do Vale tem sua existência legal na Essência Universal. A representação se funda na “Confiança”, algo muito diferente de dar. Tem-se confiança quando na Flor se observa a intenção de tratar a causa como sua, segundo a melhor consciência e conhecimento. Com isso, o representar também não possui mais o significado de que um ser humano, nunca está no lugar do outro, pois, o Sustentador dos lírios se encontra presente em seus representantes, que está lá para o seu próprio elemento objetivo: “Sustentação e Alimentação. É o simbolismo mental encerrando um grande significado real na vida cotidiana. É através do pensamento que a mente Individual se liga à mente Universal, à Reserva Infinita. “Um Renovo sairá do Tronco de Jessé, e um Rebento brotará de Suas Raízes”. (Isaías 11.1)

A Bíblia se refere ao Senhor Jesus Cristo como vários nomes e títulos. Um deles, portanto, é a Raiz, que pela vertente de um vale pode circular as águas de um rio. Verdades que poderiam ter sido ditas de forma direta e fria, foram escritas de forma poética e doce. É impossível não se encantar, não se embevecer, não se sentir elevado com o simbolismo do Lírio dos Vales. Tão sonoras em suas colocações, tão profundas em seus pensamentos, esta Flor do Vale faz tremer em admiração, como algo magnífico que designa reverência e respeito à contemplação da vida que é a própria riqueza. A consciência é um Saber Infinito que é uma “quantidade” sem começo nem fim. A Eternidade não é o tempo que vai durar para sempre, mas a existência fora do tempo, ou ausência de tempo. Portanto, Consciencia Universal é um Oceano Infinito e Eterno de Sustentação e Alimententação da Raiz de todas as raízes. Disse Jesus:”Eu Sou a Raiz de Davi”…(Ap 22.16)

Uma planta sem raiz não pode crescer, e, metacomunicar é sair por um momento do conteúdo do diálogo para abordar a forma, o modo como a comunicação é feita ou não. Metacomunicar é, muitas vezes, uma etapa indispensável para a renovação das relações desgastadas. Entender é uma questão de atenção, é ir além da escrita, para captar o essencial e alcançar o outro em sua realidade própria. Tudo se passa como se o que o outro tem a oferecer é menos importante do que aquilo que não tem para dar. Privilegia-se a falta, não a oferta, e quando verdadeiramente se dá algo, é sem expectativa, sem cálculo de espécie alguma, é espontâneo, o que significa que emana do ser, seja ou não recebido. Mostrar a gênese interna da Mente de Cristo no cérebro humano, descreve o ato de nascimento da psique, da alma, cuja conotação é espírito, mente ou ego. Existe uma relação entre a mente e o mundo interior de cada ser humano. A mente observa e interpreta a realidade, e tem o significado de pensar, conhecer, entender, significando também “medir”, visto que alguém que pensa não faz outro que medir e ponderar as ideias. “Nós, porém, temos a Mente de Cristo”. (1 Co 2.16) Mas, afinal, o que é ter a Mente de Cristo?

O siginificado da Flor começa em suas raízes, literalmente! É um tipo de Lírio da água, cujas raízes estão fundamentadas em meio à lama e ao lago de lodos. O Lírio vai subindo à superfície para florescer com notável beleza. O simbolismo está especialmente nesta capacidade de enfrentar a escuridão e florescer tão limpa, tão bonita e tão especial. À noite as pétalas deste Lírio se fecham e a Flor mergulha debaixo da água. Antes de amanhecer, ela levanta-se das profundezas até ressurgir à superfície, onde abre suas pétalas novamente. Suas luminosas e imaculadasm pétalas, tem o dom de “auto limpar-se”, ou seja, conseguem repelir microrganismos e poeiras. A água lodosa que acolhe a planta, é associada ao apego e aos desejos carnais, mas, a Flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz, é a promessa de pureza e elevação espiritual. A Flor dos Vales resiste às pragas com determinação e perseverança, mesmo em meio ao lodo em que vive, e, não há nada que a impeça de florescer tão bela e perfumada, com a mais bela roupa que se pode ter, mesmo no meio da lama. “Disse Jesus: Olhai o Lírio dos campos!”. (Mt 6.28)

Esta Flor foi citada pelo Senhor Jesus Cristo como a Flor mais delicada e linda, comparando-a com Salomão, que com toda a sua glória e riquezas, não se vestiu com a mais bela roupa. O Lírio é apenas uma flor que se perde entre as muitas outras flores que crescem no vale. Por causa disso, nenhum lírio do campo disputa um lugar de destaque acima de outros lírios. Não existe nenhum lugar para o lírio que seja acima dos seus iguais. O Senhor Jesus Cristo não disse meramente: “Olhai os líros do campo”…Na verdade, Ele disse: “Olhai como eles crescem!”E, como crecem os lírios do campo? Crescem sem serem percebidos pelos homens. Ninguém percebe uma criança crescendo, mas ela cresce independentemente do olhar de um “eu”, pois, ela se alimenta com a essência importante que atravanca os horizontes possíveis, o próprio Sustentador. Portanto, o Lírio é um símbolismo de pessoas fortes, que lutam e perseguem energicamente seus objetivos, triunfando onde qualquer outra pessoa teria abandonado o combate. Quem é você para você? Quem sou eu para mim? Se você não existisse, que falta faria? Disse Benjamim Disraeli: “A vida é muito curta para ser pequena”. Mas, quando uma vida é pequena mesmo? Uma vida é pequena quando sua presença não faz diferença alguma para si mesma, quando não se cultiva para fazer florescer sua própria existência.

Mesmo quando a vida está em baixa, existe sempre a perspectiva de surgir um tempo de beleza, de fartura, de provisão. Apesar de todas as adversidades, há sempre a presença de algo belo a ser visto, focalizado e priorizado. Quando o vale da existência está recheado de abutres, répteis e ervas daninhas, é necessário acreditar que, mesmo num vale escuro, a semente do Lírio está lá, latente, pronta para brotar e se fazer presente. O belo da vida se perde diante da vida curta, da feiura do contexto da pequenez da existência. “Portanto, vos afirmo: não andeis preocupados com a vossa própria vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as roupas? (Mt6.25) “Disse Jesus:”Não vos inquieteis!” (Mt 6. 34) Tudo se passa como se o que o outro dá, fosse menos importante do que aquilo que não dá, e privilegia-se a falta, não a oferta. Aprenda a respeitar os sentimentos mais profundos, assumindo a responsabilidade pelas mudanças que se pode permitir. Um coração sábio e discernidor, que observa e avalia tudo, do ponto de vista de Deus.
Pra e Psicopedagoga: “MÔNICA DRUZIAN”
Ref:
University of Hamburg. Departament of Biology.

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