TERRA QUE MANA LEITE E MEL

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA
“TERRA QUE MANA LEITE E MEL”
“”Os teus muros estão continuamente diante de Mim!” (Is 49.16)
Embora os olhos não possam ver todas as coisas, é preciso vê-las a partir do ângulo que se direciona o olhar. Pensar para onde se vai depois da morte ou como se sentir quando se sabe que vai morrer, de cara, se levanta uma questão, entre tantas outras: Por que o susto em saber que vai morrer quando se sabe o tempo todo que se vai morrer? Talvez porque a certeza da data é que causa horror. A incerteza do quando se vai morrer é a vida normal que se tem entre o nascimento e a morte. Como não se apavorar e entrar em pânico o tempo todo, uma vez que todos os seres humanos são mortais? Essa viagem é o mesmo solicitado pelo Senhor quando chamou Abraõ, trocou seu nome para Abraão e lhe ordenou que partisse rumo outra terra, chamada “Canaã”: Terra que Mana Leite e Mel. É preciso levar os passos para frente, acolher a própria existência como possibilidades sem limites, e regressar à fertilidade de exuberâncias riquezas naturais, abundância da essência do valor da vida. O valor é valor, conquanto vale.

É a partir do ser humano falível, mas que é sinceramente dedicado, inteligentemente consciente do trabalho a ser realizado, que se forma o Caminho da Iniciação, de Libertação e Regeneração. É preciso aprender a olhar o existir algo não revelado a ser descoberto, que além dos muros existe uma terra para reintegração de posse. O fato de os valores mais elevados se desvalorizarem, está fundada na essência da não valorização da vida. Um homem abatido pela dor, direciona seu olhar para a cruz, e precisando contar com o auxílio do Seu Senhor, Tomé grita apavorado, questionando e duvidando: “Mataram Meu Senhor!” Ninguém levanta muro onde não há algo que mereça importância. Lembre-se, ninguém vai defender o que está destruído, o que não tem um valor tangível. Existe um destino, o seu, de viajante incansável, caminhante que tem a coragem de inventar e dançar os próprios passos, de decidir deixar de se amargurar, e ultrapassar os limites dos seus próprios muros. Tomé queria explicação de uma causa invisível aos seus olhos.

Numa gigantesca Cidade, impossível de ser descrita por Sua incomparável beleza e glória, a Nova Jerusalém, a capital do Reino Universal de Deus, o propósito original foi restabelecido. O olhar além dos muros se transformaram em felicidade diante do espanto da morte. Aquele Homem na Cruz trouxe de volta a humanidade ao primeiro domínio. Agora os seres santos, anjos e arcanjos, e o próprio Deus está no meio do Seu povo. Portanto, quando se perde a sensibilidade para as coisas essenciais da vida, não se tem mais o ângulo que se direciona o olhar. Para uma pessoa realista como Tomé, fora contraproducente o entusiasmo com que os discípulos quiseram convencê-lo da Ressurreição do Seu Senhor. Uma vez que o espanto toma conta da vida, todas as demais coisas importantes, se tornam insignificantes, e, surgindo a dúvida, Tomé precisou ver para crer: “Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no Seu lado, de maneira nenhuma O crerei”. (Jo 20.28) Isto foi o fim da discussão. Tomé renega a fé, vista superior da alma, renega a sua própria vista, e se torna um cético crítico destrutivo.

As grandes tragédias do tempo, são constituídas por pessoas que vivem espantadas. Diante do cotidiano, refletindo o não-refletido, é preciso olhar algo mais, olhar além do Cristo crucificado, olhar além do sangue derramado, não revelado a ser descoberto. De repente, Tomé ouve uma Voz calma que soa com toda a nitidez: “Paz seja convosco”. Era a mesma voz que Tomé tão bem conhecia e que Lhe falara da Ressurreição. A causa final agora, destaca-se como determinante, e Tomé fica paralisado diante daquele sorriso que, lentamente desabrochou. Além do mundo visível existe um mundo invisível. Tomé sente um alívio na escuridão da sua profunda alegria. Cristo viera propositamente para ele, se colocando em sua frente lhe diz: “Põe aqui o teu dedo, e vê as Minhas Mãos; e chega a tua mão, e coloca-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”.(v.29)

A capacidade de espanto como única causa, e movido pela certeza, Tomé disse o que até aí não tinha descoberto: “Meu Senhor e Meu Deus!” A diferença entre o amigo do “Cristo humano” pronto a segui-Lo pelos caminhos deste mundo, e o “Cristo Deus” que o convida a seguir pelo Caminho dos Céus, “ao que Jesus lhe afirmou: Tomé, porque Me viste, acreditaste? Bem-aventurados os que não viram e creram! (v.29) A viagem de volta, a jornada para casa é a meta. Os discípulos olharam na direção do futuro com a certeza da Autoridade Daquele que venceu a morte. Em uma certa ocasião, eles voltaram felizes de uma missão. Então, o Senhor Jesus lhes diz: “Atentai! Eu vos Tenho dado autoridade para pisardes serpentes e escorpióes, assim como sobre todo o poder do inimigo, e nada nem ninguém vos fará qualquer mal. Contudo, regozijai-vos não apenas porque os espíritos vos obedecem, mas sim porque os vossos nomes estão inscritos nos céus”. (Lc 1.20)

Livro da Vida são aqueles livros públicos espessos que registram a existência perante a Lei de um lugar específico ou País. Números como Carteira de Identidade, Passaporte ou CPF, são absolutamente necessários para todas as transações oficiais Para que uma pessoa seja oficialmente declarada cidadã neste mundo, o seu nome deverá estar escrito neste Livro da Vida. Portanto, Registro é um ato ocorrido nos Cartórios, e a data de nascimento é representada pelo dia, mês e ano, registrada na sua Certidão de Nascimento. É uma informação fundamental em qualquer documento de identificação do cidadão. Da mesma forma que acontece no Reino da Terra, também acontece no Reino de Deus.

Mesmo antes que um ser se forme no ventre da sua mãe, Deus já o conhece. Ele diz: “Eu te gravei nas palmas das Minhas Mãos; (Is 49.16) Quando se observa o restante do versículo, no mesmo parágrafo, Deus afirma: “seus muros estão diante de Mim!”(v.16) Os pés dos hebreus tinham que pisar na areia cálida e seca, mas a Presença de Deus garantia a vitória do povo nesta caminhada. “Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite”. (Ex 13.21) A história relata que o povo saiu do Egito rumo à Canaã, a Terra Prometida, e em comparação às terras do Egito, Canaã era farta, e produzia leite e mel. Uma figura de linguagem da fertilidade e abundância, leite é usado como símbolo de paz e prosperidade, e mel como símbolo de cura e vida. O regresso à fertilidade”, aludida como “pequenos riachos do qual fluem vida em abundância, o peregrino deve se animar enquanto atravessa o deserto.

O caminho se faz caminhando, e o caminhante precisa conquistar sua terra. Foi para o Progresso da alma que o Senhor Jesus Cristo lutou valorosamente. Ele atingiu a mesma meta que todos os homens almejam, o destino especial sobre a morte. A morte foi tragada pela vitória. “Onde está, ó Morte, a tua vitória? Onde está,ó Morte, o teu aguilhão?” (1 Co 15.55) O futuro será estabelecido pelas atividades atuais, e pode ser mudado se mudar a maneira de pensar e atuar na vida, geralmente conhecido como “lei de causa e efeito”. Por isso, Davi pede para Deus examinar o mais profundo do seu interior: “Vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. (Sl 139.24) O homem só consegue reconstruir seus muros, quando remete para a suas fraquezas, colocando o Senhor Deus nas “brechas”de suas limitações. “Porque Contigo entrei pelo meio duma tropa, com o Meu Deus eu saltei muralha”. (Sl 18.29)

Diante das oposições, o rei Davi se coloca aos pés do Senhor Deus em quebrantamento e, declara sua fidelidade para o funcionamento perfeito de proteger a Nação de Israel dos inimigos. O Salmo 18 faz parte do Cântico de Davi no final de sua carreira, quando Deus o livrou das mãos de todos os “Sabotadores”. Terminou a vida com o título de maior rei que Israel já teve em toda a sua história. A maior conquista do Antigo Testamento foi a Muralha de Jericó. Era uma proteção dupla, com um grande muro dentro de outro. Os 10 espias viram os gigantes e os muros. Mas, Josué e Calebe viram o Grande poder e as promessas que iriam se cumprir diante das Potentes Mãos de Deus. Portanto, Causa Final está atrelada ao propósito ou objetivo da consequência: “Terra Prometida”. Esse é o Ponto Central do Evangelho das Boas Novas.

A Causa Final destaca-se como determinante:”Nec Plus Ultra”- “Não Mais Além. Não se pode mais ultrapassar o ponto, o limite foi estabelecido. O Caminho da Eternidade alavancou, e o Espírito Santo de Deus está na Terra Santa, Deus nos dá Ele Próprio. Nenhuma ultima palavra. “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. (Gl 2.2) Tudo que Deus propôs e planejou para o povo da promessa está na Ressurreição: “Está Consumado”. A visão de Estêvão tranquilizou-o ao olhar os céus abertos. Em vez de se atemorizar e se espantar, cheio do Espírito Santo de Deus, Estêvão anuncia aquilo que vê: viu o Senhor Jesus Cristo à direita de Deus”. (Atos 7.55) Diante do cotidiano, procure esclarecer o que se apresenta como obscuro, salte as muralhas em busca da verdade, transporte seus muros para algo que mereça importância. Faça como Jó, ao saltar suas muralhas ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem!” (Jó 42.5)
Pra e Psicopedagoga: “MÔNICA DRUZIAN”

Ref:
Bíblia Sagrada
História Essencial da Filosofia- Paulo Ghiraldelli Jr.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *