A FORÇA DO PENSAR

PSICOPEDAGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

A FORÇA DO PENSAR

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos”. (Pv 4.23)

A arte de pensar é a manifestação mais sublime da inteligência. Todos os homens pensam, mas nem todos desenvolvem a qualidade na arte de pensar. Muitos homens, ao longo da história, brilharam em suas inteligências, e desenvolveram algumas áreas importantes do pensamento. Mas, em poucos anos se encerra o espetáculo da sua existência neste mundo. Recentemente morreu um dos homens que mais revolucionou o mundo da Tecnologia, com suas incríveis criações. O mundo inteiro se curvou, reconhecendo ser ele, Steve Jobs, um gênio. Ele foi um homem de uma inteligência e sabedoria indiscutível. E, nesse breve espetáculo, suas ideias não puderam ser sepultadas. Elas germinaram como sementes na mente dos homens e enriqueceram a história da humanidade. O rei Salomão foi o homem mais sábio do mundo. “Deus deu a Salomão sabedoria, discernimento extraordinário e uma abrangência de conhecimento tão imensurável quanto a areia do mar”. (1 Rs 4.29)

O que se espera de uma pessoa muito idosa, que está no fim da sua vida? Que ela não tenha mais nenhuma necessidade de simular, omitir ou mentir sobre os fatos que viu e viveu. Eles aprenderam a arte de destilar a sabedoria dos erros, em expressar com fidelidade aquilo que viveram, mesmo que isso fosse totalmente estranho aos conceitos humanos. Assim aconteceu com Salomão em sua velhice. O Livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito de vida. Ele buscou valor real em diferentes áreas, mas o resultado final foi deprimente. Diz o pregador: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade”. (Ecl1.2) Salomão foi o homem mais sábio do mundo. Deus lhe disse: Dou-te coração sábio e inteligência, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá”. ( 1 Rs 3.12) Porém, o ser humano não possui pleno domínio do instinto, acumula e aprimora o conhecimento empírico; nunca a sabedoria. Por isso, aquele que é melhor naquilo que faz também comete erros. Quando todos pensavam que Voltaire, o afiador do Iluminismo francês, fosse um ateu, ele proclamava no final de sua vida: “Morro adorando a Deus”.

O maior líder não é aquele que é capaz de governar o mundo, mas aquele que é capaz de governar a si mesmo. Naquela noite, o Senhor Jesus expressou a dimensão do cálice que iria beber, a dor física e psicológica que iria suportar. A descrição da Sua dor não era uma criação literária. Ele não viveu um teatro; o que Ele viveu foi relatado. No momento em que Cristo mais precisava de argumentos, Ele preferiu se calar. Ele se emudeceu, e Seu comportamento fugiu dos padrões do intelecto humano. Quando todos esperavam que Ele falasse, Ele silenciou. Seus pensamentos e atitudes na cruz, eram tão eloquentes, que falaram por si só, não precisaram de arranjos literários dos biógrafos. A sabedoria está em cada passo que se dá, na própria vida, em cada atitude que se toma, em cada caminho por que se passa, em cada experiência que se faz. Com Salomão também não foi diferente.”De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”. ( Ec 12.13,14)

Existe na alma do homem, três faculdades pelas quais se exercem os atos da vida espiritual: a consciência, a inteligência e a sapiência. Quando Salomão diz que “o Senhor é Criador de ambos”, ele usa uma forma que, literalmente, quer dizer que o Senhor Deus fez a todos eles”. Deus não apenas formou o homem, mas determinou como cada um deles iria viver, seja na riqueza ou na pobreza. O sábio Salomão disse que todos os homens correspondem ao três atos hierárquicos da vida espiritual: a purificação, a iluminação e a perfeição. A purificação produz paz, a iluminação conduz à verdade e a perfeição realiza a misericórdia. Não se deve classificar a riqueza como benção e a pobreza como maldição. Afinal, a alegria do homem não vem daquilo que lhe pertence, mas Daquele a quem Lhe pertence. Portanto, o conhecimento desses três atos é que se funda a Ciencia de toda a Sagrada Escritura.”O rico e o pobre têm isto em comum: o Senhor é Criador de ambos”. (Pv 22.2)

A sabedoria de Salomão não o impediu de agir como um tolo. Apesar de toda sabedoria que Deus deu a Salomão, ele acabou fazendo exatamente aquilo que os reis de Israel estavam proibidos de fazer. Ele multiplicou sua riqueza pessoal, esposas e parceiras sexuais de maneira excessivamente insensata, e se autopromovia, auto-elogiava. Falava frequentemente sempre na primeira pessoa, como se fosse um bam-bam-bã. Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua glória? E, com todas as riquezas que desejou, Salomão achou um vazio existencial sem significado para sua vida. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Frustrou-se em procurar ganhar algo na vida que não está nela. Quando Salomão reconheceu sua “Queda” , ele é libertado para buscar o verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então ele encontra a verdadeira riqueza da vida, o próprio Deus.”Dar-te-ei os Tesouros Escondidos e as Riquezas Encobertas, para que saibas que Eu Sou o SENHOR”. (Is 45.3)

Portanto, este é um dos profundos mistérios da humanidade, a sua “Queda”. Por isso, é preciso reconhecer que o que se sabe é que não se sabe nada. Visitações comunicam orientações, e o depoimento de Jacó é significativo em explicar o fenômeno que se torna exceção para a inteligência humana: “Jacó lutou com o Anjo”. As referências de “Anjo” com a inicial maiúscula, nesse contexto, tal Anjo é diretamente dito ter os atributos, que exerce as ações prerrogativas, exclusivas, identificatórias de Deus. Jacó perseverou nessa luta até ao romper do dia, e, mesmo ferido na articulação da coxa, Jacó não O largou. Então, Jacó recebeu a verdadeira “sabedoria” para ir de encontro ao seu único irmão Esaú. Milhões de pessoas conseguem definir as partículas dos átomos que nunca viram, mas não conseguem compreender a Mente de Deus. O Senhor Jesus Cristo está continuamente conduzindo seus discípulos a pensar antes de reagir, a abrir as janelas de suas mentes mesmo diante do medo, dos erros, dos fracassos e das dificuldades.

Sansão possuia uma força sobrenatural pela qual realizava grandes feitos. Sempre que era assistido pelo Espírito Santo de Deus, uma força sobrenatural vinha-lhe, não sendo portanto, inerente à natureza humana. Desde logo mostrou a força no seu caráter; era escravo de paixões. Certo dia, cortaram-lhe seus cabelos, arrancaram-lhe os olhos, e em cárcere foi obrigado a virar o mó de um moinho. Ele, porém, invocando o Senhor, e não eram os cabelos a sua base, arrependido, pediu a Força de Deus novamente. Abraçando-se com as colunas em que a casa se sustinha, e sacudindo-as com a sua grande força, a casa caiu sobre todos. Apesar dos defeitos de seu caráter, o seu nome aparece em o Novo Testamento como um dos heróis da fé. (Hb 11.32) Quando colocaram Sócrates em julgamento por heresia, ele disse aos seus conterrâneos atenienses: “Eu ando por aí sem fazer nada além de persuadir tanto jovens quanto velhos, dentre vocês, a não cuidarem de seus corpos ou de sua riqueza, mas lutar pelo melhor estado possível de suas almas”.

Nos Solilóquios, Agostinho dialoga com sua Razão. Esta lhe pergunta: Sabes que existes? Ele responde: Sei. A Razão continua o seu interrogatório: De onde o sabes? E ele: não sei. A pergunta: De onde o sabes? quer dizer Como o provas? É importante notar que a ela Agostinho não responde Porque penso consequentemente. Diz simplesmente Não sei. De novo, a Razão indaga a Agostinho: Sabes que te pensas? Ele responde: Sei. Portanto, é verdade que pensas? E ele: “É”. Admitiu pensar, admitiu existir, mas não admitiu existir por pensar ou pensar por exisitr. Agostinho foi mais “consistente” do que Descartes ao estender a dúvida ao Cogito Ergo Sum: “penso, logo existo”. Agostinho escolheu o caminho da humildade. Penso que sou, mas não sei de onde penso que sou. Nada é mais satírico e desproporcional do que o balanço de um homem transportado por um jumento…O animal é forte, mas é pequeno. Quem monta não sabe onde colocar os pés, se os levanta ou os arrasta pelo chão. Que cena impressionante! O”Sábio” de todos os sábios, o “Dynasthay” foi forte o suficiente, como um dímano, gerador elétrico que transforma energia mecânica em energia elétrica contínua para sua vida. “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo”. (Atos 1.8)

Pra e Psicopedagoga:”MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Análise da Inteligência de Cristo: O Mestre dos mestres. Augusto J. Cury.

 

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