SOMOS BARRO

PSICOPEGOGIA ATRAVÉS DA PALAVRA

“SOMOS BARRO”

“A Glória desta última Casa será maior do que da Primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, Darei a Paz, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ageu 2.9)

“Porque o Meu povo fez duas maldades; a Mim Me Deixaram; o Manancial de Águas Vivas, e cavaram cisternas rotas, que não retêm as águas”. (Jr 2.13) Somente pessoas com coragem e determinação resoluta, terão a força necessária para prosseguir em um combate. Nenhum General orienta suas tropas dando-lhes o máximo de conforto e descanso. Nenhum Técnico fortalece seus atletas sem dor e suor. A palavra de ousadia do profeta Jeremias, irritou muita gente. As pessoas que ficam ressentidas com a mensagem perturbadora, geralmente recorrem a medidas ou para calar o mensageiro ou para acabar com ele. Mas o profeta Jeremias não se intimidou. Se correr com homens e eles o cansarem, como poderá competir com cavalos? Se tropeçares em terreno seguro, o que fará nos matagais junto ao Jordão? (12.5) Se não conseguir caminhar um quilômetro, como é que irá aguentar a maratona? Portanto, uma ideia verdadeira só é de fato verdadeira quando é forte, quando tem carga positiva maior que a falsa.

As cisternas eram pequenos reservatórios artificiais, cavado na terra e forrado de pedras ou tijolos para servir de coletor das águas pluviais. As cisternas eram muito numerosas, pois o povo judeu dependia muito das águas de chuva, e as faziam debaixo das casas e nos pátios internos. Em todo o tempo. o profeta faz os olhos do povo lembrar-se das memórias dos seus antepassados. Mas, Jeremias foi excluído de tudo, até mesmo da família, por causa da sua fidelidade de anunciar o perigo que o povo judeu estava correndo. É preciso reinterpretar e revalorizar afetivamente as vivências. Porém, eles rejeitaram o Manancial das Águas Vivas, trocando-O por objeto de lucro e adoração ao dinheiro. A Nação Judaica foi levada cativa pela Nação de Babilônia, o Templo de Salomão foi saqueado, destruído, e a Arca da Aliança desapareceu.

O projeto do “árduo compromisso” é muito mais valioso do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo. O profeta Jeremias se sentiu abandonado por todos, até mesmo por Deus. Em consequência de tal ato de abandono, o profeta deitou-se no alto de um monte, se sentindo incapaz e impossibilitado pelo medo, desejou morrer. A Palavra do Senhor veio a Jeremias dizendo: “Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te Farei ouvir as Minhas Palavras”. “Eis que como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha Mão”. (Jr 18) O texto em pauta é o movimento no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa. Lembrem-se, ninguém se torna um vaso sem antes passar pelas mãos do Oleiro. O primeiro processo envolve o amassamento do barro, o mesmo deve ser amassado por diversas vezes, pois existem várias bolhas dentro do barro que precisam ser desfeitas, caso contrário, elas se romperão causando rachaduras. Dessa forma tornará inútil a sua utilização.

Não é preciso apenas ser um vaso, mas, é preciso entender o propósito da construção deste vaso. As talhas de barro serviam para depositar o vinho, e para este fim, as faziam com grande capacidade, para cerca de 38 litros de vinho. As vasilhas de barro destinadas a guardar azeite, eram pequenos vasos de barro fabricados pelos oleiros, destinados a uso domésticos. A

capacidade do oleiro para dar forma ao barro como lhe apraz, e fazer aplicação de sua obra, serve para ilustrar a Soberania de Deus sobre o homem. Nenhum barro é amassado sem antes ser molhado. A água se encarregará de tornar o barro maleável. Depois de umedecido e amassado, o barro vai para a roda, e no “Centro” da roda, o Oleiro centraliza o barro. Ele tira os excessos e molda, mas ainda falta o processo final, o “Fogo”. O Forno definirá se realmente o vaso estará preparado para suportar o projeto para glória e honra, ou, se tornará em um vaso fracassado, rachado, sem serventia alguma.

O relacionamento do Oleiro com o barro é em primeiro lugar. Portanto, fidelidade implica lealdade constante e inabalável a alguém com quem se está unido. Fidelidade também foi uma das características de Daniel, um jovem hebreu que representou o caráter de Deus, como um grande exemplo de justiça, mesmo sendo levado de maneira violenta para uma terra estranha. Durante três anos Daniel aprendeu sobre a língua e a cultura da Babilônia, e foi treinado para exercer funções no Governo. Daniel provou ser mais sábio que todos os conselheiros do rei. Deus lhe deu grande inteligência e capacidade para interpretar sonhos e visões. A mente de Daniel permaneceu Consciente, e ele não se deixou dominar, mesmo pela inveja que deu origem a uma conspiração que o lançou na cova dos leões.

Durante muito tempo achou-se que o cérebro era um circuito fechado incapaz de sofrer alterações, porém, estudos comprovaram que o cérebro tem notável capacidade de se expandir, de se regenerar, mesmo na idade adulta. A estrutura do cérebro que está ligada à memória e ao aprendizado é o hipocampo. Nabucodonosor foi ferido em sua “Mente Soberba”. Seu hipocampo reivindicava toda a glória para si, e se achou ser igual a Deus. A forma de loucura que ele veio a sofrer, quando o seu orgulho lhe perturbou a razão, é aquela doença denominada licantropia, em que o paciente se julga um animal inferior e como tal, o rei da Babilônia julgou ser boi, e passou a comer feno. (Dn 4) Todos abandonaram o rei em sua loucura. Mas, ao compreender pelo intelecto, sua memória se abriu com estas palavras maravilhosas: “mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor “levantei” os meus olhos ao céu e tornou-me a vir o meu entendimento”. (v34)

Todos os grandes Impérios tombaram. O primeiro Império que veio ao chão foi o próprio Império de Salomão. A Primeira Potência Mundial caiu por não reconhecer o Deus Soberano de toda a Potência. Deus assim enfrentou todos aqueles que queriam Sua Glória. Em sequência, caiu Egito, Assírio, Babilônia, Medos e Persas, Grécia, Roma. Enfim, o povo judeu volta do cativeiro para reconstruir a Segunda Casa de Deus. Eles voltam chorando, derrotados, amargurados. A situação desesperadora dos judeus foi usada como uma metáfora “um vale de lágrimas”. A situação de lamento foi capaz de despertar o choro dos anciãos que viram que a Segunda Casa estava ligada à Vinda do Messias, o Verdadeiro Templo de Deus. O povo chorou, e chorou muito, porém, estas lágrimas foram recolhidas pelo SENHOR no Seu Odre. “A Glória desta última Casa será maior do que da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, Darei a Paz, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ageu 2.9)

“Mas aniquilou a Si Mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens.”. Fp 2.9) O verdadeiro objetivo do Templo era esperar a volta do Messias. Comete-se o erro de desconsiderar o Filho do Homem, de se apegar às sombras do Antigo Testamento em detrimento, Daquele que dá sentido a todo ajuntamento solene, e que enche a todo e

qualquer lugar onde o povo de Deus está reunido para adorá-Lo, em Espírito e em Verdade. O Filho do Homem passou pelo Centro da Roda do Oleiro, e a Glória do Terceiro Templo não diz respeito ao seu tamanho nem ao esplendor do material usado na sua construção, mas, a Glória da Terceira Casa está ligada à Presença do Senhor Jesus Cristo no meio do Seu povo. Na alegoria do oleiro, o segredo de transformar o barro em vaso, é colocar o barro precisamente no Centro da Roda do Oleiro, e depois, conservar a roda girando enquanto com as Mãos, o Oleiro dá forma desejada ao barro. Portanto, o Templo Vivo é o Messias, a Primeira Potencia Mundial, o Império de um Novo Reino que já foi estabelecido na Terra. Ele mesmo diz: “Diz o SENHOR: Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu Serei o Seu Deus e eles serão o Meu povo”. (Jr 31.31) Portanto, é através do “Cálice” de honra, que o Manancial de Águas Vivas flui. “Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido cujo propósito é proclamar as grandezas Daquele que vos chamou das trevas para a Sua Maravilha Luz”. (1 Pe 2.9)

Pra e Psicopedagoga: “MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Dicionário da Bíblia-John D. Davis

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