42-21195491Era uma vez um porquinho que perdeu seu nome de batismo. Por ser muito gordo, seu nome foi trocado pelo apelido de : Leitão.

Sendo muito vaidoso, tornou-se um porquinho muito triste, revoltado, estressado, nervoso, chato, irritado. Os amigos vendo que este apelido o deixava mal-humorado gritavam mais alto ainda: Olha a barriga de melancia, a baleia vai jogar toda a água da piscina, carrega a gente mamute, porco gordo, leitão!

Com o semblante triste, olhos voltados para o chão, passos lentos; demonstrando a dor que levava dentro do seu coraçãozinho infantil, Josias se isolava. Incompreendido, criticado,ridicularizado tinha sempre que ouvir:Tinha que ser este Leitão.

Os sentimentos de inferioridade podem inibir a livre relação social. A vergonha, a rejeição, a humilhação ,acaba levando o indivíduo ao total isolamento.A ansiedade e a inquietação causam desordens estomacais , e, devido aos sentimentos de inferioridade, a pessoa quer acabar com a dor da alma ,então come para aliviar a dor.

A relação entre a mente e o corpo é muito estreita. A mente e o corpo se encontram tão estreitamente relacionados que nem sequer um só pensamento ou disposição de ânimo pode surgir sem refletir-se no organismo físico. As emoções desempenham o papel vital de proporcionar a energia que motiva a conduta humana. É a energia que move, proporciona que permite realizar coisas.           “Dona porca Fafá, entra em ação.”

A mãezinha de Josias começou a ajudá-lo. Sua palavra o valorizava, o reanimava. Ela usou o método da compensação: esforço para libertar-se, aliviar ou vencer a inferioridade.Fez com que o porquinho Josias conseguisse ganhar segurança, adquirir confiança,aprender a se conhecer, aceitar a si e às suas emoções, suas qualidades, suas deficiências, construir e desenvolver suas virtudes.O porquinho começou a reagir.Começa a se valorizar.

Josias não se sentia mais humilhado por ser gordinho. Agora ele tinha descoberto o seu potencial: Sou um porquinho muito inteligente.

O porquinho Josias resolveu usar a razão e o seu juízo para sair daquele sentimento de inferioridade. Começou a sentir uma grande alegria de viver, a ser guiado pela cabeça, pelo intelecto. Ele não se influenciava mais pelas palavras negativas. Seu caráter amadureceu, firmou sua personalidade. Não era mais um porquinho derrotado. Com a cabeça erguida, o olhar firme, andar positivo, passava entre seus amiguinhos sem se importar com seu apelido, e, ouvia: Oi Leitão, sua barriga é um balão; melancia, cuidado pra não cair na bacia; elefante mamute; baleia redonda!

Josias seguia para os seus ideais. Não se importava mais com as opiniões externas. Estava amadurecido interiormente.Era o melhor aluno da escola. Tornou-se goleiro do time de futebol. Foi escolhido para ser líder estudantil.Respeitado pelos amigos, professores, diretores.Sempre estava à disposição para ensinar, ajudar, colaborar com os menos favorecidos.

No dia da reunião dos pais, Josias entra na sala de aula de mãos dadas com seu pai porco, Seu Juca. Quando o pai é chamado para receber o boletim do seu filho, levanta orgulhoso e ouve as palavras da professora: Seu Juca, seu filho é o melhor aluno da escola! Parabéns .

O porquinho Josias e seu pai porco, Seu Juca, se abraçam com lágrimas nos olhos.

Pais abençoados criam filhos abençoados. Cada indivíduo influi nos demais através dos seus sentimentos. Os pais poderão transmitir ânimo ou desânimo em suas ações para os filhos.

Toda a alegria espiritual depende da qualidade de dar, contribuir, servir, aceitar, respeitar o semelhante.

A vida é para ser cultivada, e, desenvolvida para relacionamentos sadios. Respeito ao semelhante. Transmissão de ações positivas.Respeito mútuo.Respeito dos pais aos filhos, e, respeito dos filhos aos pais.

Js 24.15 “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”

                                                                                               Pra. e Psicopedagoga Monica Druzian.